Aparecida de J. Oliveira – 3º semestre

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O cigarro eletrônico, alternativa para quem quer parar de fumar, já não tem se mostrado uma boa opção. Desde que chegou ao Brasil, o produto tem causado desconfiança da classe médica e já há registro de três casos de danos à saúde causado pelo seu uso. O produto tem a venda proibida no país, mas trazê-lo na mala após uma viagem internacional não é tarefa difícil. 

A questão é que, mesmo tendo menos nicotina que o cigarro convencional, o cigarro eletrônico tem em seu componente a substância tetrahidrocanabinol (THC), que causa danos ao pulmão. Nos Estados Unidos já foram registradas 40 mortes associados ao seu uso,  na grande maioria homens (54%) com idade média de 52 anos.

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) explica que a Evali, sigla para a expressão inglesa E-cigarette ou E-Vaping product use-Associated Lung Injury, ou seja, ‘injúria pulmonar relacionada ao uso de cigarro eletrônico‘, em tradução livre, é a doença causada pelo uso do cigarro eletrônico. Os sintomas relacionados costumam incluir tosse, dor torácica e dispneia (falta de ar) além de dores abdominais, náusea, febre, calafrios e até perda de peso. Dos atingidos, 67% é do sexo masculino com idade média de 24 anos e 78% deles tem menos de 35 anos de idade. Segundo reportagem da UOL, outra dificuldade no diagnóstico da doença é que as alterações nos exames de imagem e de sangue são inespecíficas, pois normalmente apresentam resultados que podem ser confundidos com os de outras patologias, sendo necessário que o médico faça o diagnóstico diferencial. 

Desta forma, embora o vício do cigarro comum seja prejudicial, o do cigarro eletrônico pode ser tão ruim quanto, ou pior. Uma alternativa adicional para auxiliar no tratamento para parar de fumar pode ser também a ajuda terapêutica associada ao uso de medicamentos ou gomas. Na dúvida, procure um médico e questione sobre qual a melhor alternativa para o seu caso.

Uma coisa já pode ser adiantada: se quer dizer ‘não’ ao cigarro comum, não diga ‘sim’ ao eletrônico. É literalmente “trocar 6 por meia dúzia”.

Fontes

Cigarro eletrônico também traz risco à saude

Sociedade médica confirma 3 casos de Evali no Brasil: como identificá-la

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