Lendo de repente o título dessas mal traçadas o leitor distraído poderia pensar que estou a divagar sobre algo matemático, coisa que jamais me atreveria, por se tratar de matéria privativa do Zicão, o inesquecível professor Elzeário dos bons tempos do IE Manoel Bento da Cruz. Mas o número 3, sozinho, costuma indicar a quantidade de unidades somadas, ou, então, sua colocação na sequência da ordem numeral, exatamente atrás do 2, que segue o 1. Poderia, ainda, indicar um trio, isto é, um conjunto de três coisas ou pessoas, como, por exemplo, o Trio Irakitan, formado por 3 grandes cantores dos anos 1960. Já o número 8, igualmente sozinho considerado, apenas identificaria, também, uma quantidade de unidades somadas, que se seguiria ao 7 e blá, blá, blá… Unidos a coisa complica! É que, num belo dia, ao longo do ano 1836, Samuel Colt, um jovem inventor norte-americano, depois de muito observar uma engrenagem giratória, teve a brilhante ideia de criar um cilindro rotativo para adaptar numa arma de fogo, cujo tambor continha 6 projéteis para disparar em repetição e sem a necessidade de recarregar a cada disparo, o que, adequadamente, chamou de “revolver”. Demorou um pouco, mas a coisa literalmente estourou e foi um sucesso estrondoso (ôpa!). Armou inteiro o exército da União da Guerra da Secessão Americana, nos anos 1861/1865. E os Confederados também! Mocinhos e bandidos do Velho Oeste usaram. Até Al Capone, na Chicago mafiosa, também tinha um…

Samuca, esse era o apelido do Samuel, acho eu, que de bobo não tinha nada, antes registrou a patente em Londres, único centro que lhe garantiria – como garantiu – o domínio global da sua invenção. E assim pode desenvolver a arma, criando o projétil de 0,38 polegadas de diâmetro, o tal “calibre 38”. Daí o Colt 38, que produziu em escala industrial e ficou biliardário! Nessas plagas brasileiras, o revolver Colt 38 ficou popular e intimamente conhecido como “três-oitão”.

E, por falar nisso, em Brasília, o “três-oitão” irá identificar uma nova agremiação política…

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A coluna “Cronículas” nos prestigia com diversas crônicas e textos do professor emérito da Faculdade de Direito do Mackenzie Jeremias Alves Pereira Filho, que lecionou por 40 anos no Mackenzie e foi presidente do Centro Acadêmico

Postado por Rafael Almeida

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