Aparecida Oliveira – 3º semestre

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Hoje a Coluna Mulheres Mackenzistas entrevista a professora Renata Domingues Balbino Munhoz Soares, que nos apresenta um grande legado!

1) Qual seu nome e formação acadêmica?

Renata Domingues Balbino Munhoz Soares, sou bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pós graduada em Direito Privado, pela Escola Paulista da Magistratura e em Fashion Law, pelo Milano Fashion Institute e Mestrado e Doutorado em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

2)Há quanto tempo atua na área? 

Trabalho na área desde 1993. Fui estagiária voluntária da Procuradoria do Estado e concursada pelo Tribunal de Justiça de SP. Em 2004, iniciei minha carreira docente e estou no Mackenzie como professora desde 2008. Sou também advogada e atuo como consultora associada.

3) Há quanto tempo está no Mackenzie? Qual disciplina ministra?

Sou graduada e pós-graduada pelo Mackenzie. Me formei em 1995 e fiz Mestrado e Doutorado no Mackenzie. Sou professora aqui desde fevereiro de 2008 e ministro Direito Civil no curso de Graduação. Além disso, sou coordenadora pedagógica da Pós-Graduação em Direito da Moda Mackenzie e Coordenadora de dois grupos de estudo: Princípios de Direito Contratual e Fashion Law desde 2007 e Direito e Tabaco, desde 2014.

4) Você acha (ou tem certeza) que já sofreu preconceito por ser advogada? Acha que os homens são tratados de forma diferente no mundo do Direito?

Já sofri preconceito por ser advogada. No entanto, a carreira acadêmica, especialmente na Universidade Presbiteriana Mackenzie, sempre me proporcionou grandes oportunidades de demonstrar meu trabalho como profissional do Direito e, neste Casa, me orgulho em dizer, o tratamento é igualitário e as oportunidades estão abertas a todos. Por isso, me orgulho de ser mackenzista e de ter escolhido esta escola para a educação e formação da minha filha Larissa. Falo isso de coração aberto.

5) Você teve receio ao decidir por sua profissão? Acha que a escolha foi, de certa forma, enviesada por seus familiares?

Sempre gostei de Humanas. Prestei vestibular para o curso de Direito e, ao mesmo tempo, para o curso de Tradução, na UNESP (onde fui aprovada em 7º lugar). Lembro-me do primeiro dia em que estive no campus do Mackenzie e me apaixonei imediatamente. Não tive dúvidas ao escolher o Direito, o Mackenzie e a cidade de São Paulo. E estudo línguas até hoje: inglês, italiano e espanhol. E essa combinação é importante para o processo de internacionalização que tanto desejamos na Faculdade de Direito e que viemos lutando tanto. Em 2018, a Universidade Presbiteriana Mackenzie firmou convênio com o Milano Fashion Institute, inclusive para módulo internacional da Pós-Graduação em Direito da Moda.

6)Você acredita que deve se esforçar mais do que seus colegas para demonstrar que é tão capaz quanto eles?

Nós mulheres independentes e seguras do que desejamos sofremos sim. Vivemos num mundo em que a aparência conta mais do que a essência. No entanto, luto e lutei muito para alcançar tudo o que conquistei na minha vida profissional. Nada veio de graça. Acredito que não precisamos provar que somos competentes, quando somos, o êxito é inevitável. E, acrescento, na área acadêmica, não há sucesso sem parceria. Esse sempre foi meu lema. Quem me conhece mais profundamente sabe disso. Temos que ser generosos.

7)Qual é o maior desafio para você em sua profissão?

Acompanhar as mudanças e estar pronta para elas.

8)Você acredita que para uma mulher advogada ter reconhecimento na profissão há exigências e prejulgamentos quanto à sua competência devido à forma como se veste?

Acho que há regras na advocacia quanto à forma de se vestir. É uma carreira que exige, sim, uma postura para exercer a profissão, e isso inclui a vestimenta. No entanto, essas regras já foram muito flexibilizadas no mundo de hoje e a postura do profissional é mais importante do que sua forma de vestir. Devemos ser educados, respeitosos e firmes em nossa profissão, homens ou mulheres.

9) Você é ou pretende ser mãe? Acredita que ter filhos e sucesso no mundo do Direito são caminhos de trilhas opostas? Como uma mulher advogada, de qual forma vc acha que pode contribuir para a diminuição da desigualdade entre homens e mulheres , e violência contra as mulheres?

Sou mãe de uma menina de 10 anos de idade, segura, independente e que é apaixonada por livros (e pelo Mackenzie!). Ter filhos e sucesso não são caminhos opostos, definitivamente. Sou hoje uma pessoa infinitamente melhor depois da maternidade e, portanto, uma profissional muito mais completa, com uma visão de mundo mais solidária e humana. Aprendo muito com ela sobre a vida, todos os dias.

Acho que como advogada e professora posso contribuir conscientizando as pessoas e ensinando aos meus alunos a importância dos Direitos Humanos. E tenho feito isso tanto na teoria quanto na prática. Tenho dois grupos de estudo e um deles trabalha com Direitos Humanos – Saúde Pública e controle do tabaco no Brasil e no mundo, que é uma epidemia pediátrica que mata só no Brasil mais de 200 mil pessoas por ano.

10) Qual conselho/orientação você daria para as estudantes de Direito para enfrentarem as dificuldades e preconceitos que enfrentarão na profissão por serem mulheres?

União e não competição. É disso que precisamos. As mulheres não devem competir entre si por um lugar especial e sim buscar a união, a parceria, mostrar sua força nata. Acredito nisso: tudo podemos. Basta darmos o primeiro passo, sem medo…

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