Aparecida Oliveira – 3º semestre

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Adriana – pronta para o trabalho

Você sonha em ser uma profissional reconhecida pelo seu trabalho e valorizada na sua empresa? Quem não, não é mesmo? E se essa empresa for uma multinacional, onde você pode ter a oportunidade de morar fora do país? Acha impossível? Depois desta entrevista você mudará de ideia se pensa que sim.

Hoje a Coluna Mulheres Mackenzistas escolheu contar um pouco da estória da Adriana, ex-aluna do Curso de Administração e que hoje trabalha em uma multinacional (o nome da empresa foi suprimido por uma questão de sigilo) e mora na Costa Rica. Ela nos concedeu essa entrevista pra mostrar que ser mackenzista fez toda diferença na sua carreira de sucesso! 

Então vamos conhecer um pouco sobre a Adriana!

1) Qual seu nome e formação acadêmica?

Adriana Fonseca Mizael, sou formada pelo Mackenzie em Administração de Empresas com Ênfase em Comércio Exterior.

2) Em que ano você estudou no Mackenzie? 

Me formei em 2006 e em 2009 também conclui uma especialização em Mercados Financeiros, também no Mackenzie.

3) Por que você escolheu esta especialização? Você sentiu diferença na sua atuação profissional?

Escolhi esta especialização porque atuo na área financeira e entendi que seria importante ampliar meu conhecimento sobre o mercado e os principais produtos operacionalizados nele, principalmente na Bolsa de Valores. Como eu nunca havia trabalhado no departamento responsável por negociações desse tipo, o fato de ter feito essa especializaçao me ajudou a entender a parte contábil destes produtos e também seus riscos. O curso me ajudou também no meu senso de compreensão como cidadã, já que passou a fazer mais sentido entender o impacto que as decisões econômicas e políticas tinham na sociedade.

4) Há quanto tempo trabalha na empresa em que atua? Como entrou lá? Você acredita que ter estudado no Mackenzie ajudou na sua contratação?

Tenho 15 anos trabalhando na empresa, sendo 14 como funcionária e 1 como estagiária. Entrei através de um processo seletivo, composto de um teste de inglês, dinâmica de grupo e por último entrevista com o gestor da área. Tenho certeza que o fato de ser, na época, aluna do Mackenzie me abriu portas nesse processo.

5) Você fala mais algum idioma? Qual e há quanto tempo?

Sim, além do inglês (que comecei a estudar aos 15 anos), meu segundo idioma é o espanhol, que falo há 3 anos.

6) Você teve alguma oportunidade de trabalho diferenciada? Se sim, sentiu-se inapta para a candidatura? Por que?

Há alguns anos recebi uma proposta para uma promoção em outro departamento e na época eu nao me sentia preparada e decidi não tentar. Vejo que muitas vezes nós, mulheres, esperamos cumprir com cada um dos requisitos de uma posição aberta para então postular a vaga. Já os homens, se sabem que têm apenas um destes requisitos, postulam ainda assim. Hoje penso que é preciso trabalhar o tema “confiança” em muitas mulheres para aprenderem a se arriscar mais. Somos tão competentes e capazes como qualquer homem, mas não nos arriscamos e esperamos estar “totalmente preparadas”, para então pleitear uma posição.

7) E onde você mora atualmente? 

Eu moro na Costa Rica. Minha empresa possui um Centro de Serviços para a América e estavam migrando processos pra cá, então uma pessoa que já havia trabalhado comigo no Brasil me convidou para pleitear a posição e eu decidi fazê-lo.

8) Como foi a mudança do Brasil para outro país? O que a levou a tomar tal decisão?

Na verdade eu sempre tive o sonho de ter uma carreira internacional, então quando surgiu a oportunidade eu fiquei super feliz. Mas claro que a decisão não dependia só de mim, eu tinha também que conversar com meu esposo e saber a opinião dele e se estaria disposto a deixar o país. Mas ele foi muito parceiro e me apoiou nessa decisão e entendeu que isso seria um ganho nao só para mim (profissionalmente  falando) como também para a nossa família, em termos de cultura e crescimento. No começo foi um pouco difícil, porque ela não falava inglês e tampouco espanhol  e o primeiro mês foi um pouco complicado por causa da adaptação na escola, mas hoje ela está super feliz aqui e já fala inglês e espanhol, pois na Costa Rica é comum ter escolas bilingues.

9) E pra você como foi a adaptação no ambiente de trabalho?

Eu achava que não sentiria diferença no escritório, mas senti sim. Embora seja a mesma empresa e a mesma política, a cultura é diferente, as pessoas pensam de maneira diferente e são motivas também de maneira diferente. Mas agora já estou super adaptada e esta experiência me fez entender que sempre aprendemos e ganhamos quando estamos abertos a uma nova maneira de ver as coisas.

 

10)  Você se sente reconhecida e segura? Acredita que sua formação acadêmica contribuiu pra isso?

Sim, me sinto muito reconhecida e minha formação acadêmica me abriu portas e me deu a base para construir a profissional que sou hoje.

11)  Você participa de algum programa na sua empresa voltado para o desenvolvimento profissional? Se sim, qual?

A empresa tem vários programas para o desenvolvimento de talentos. Eu estou hoje em um que é voltado para o desenvolvimento de mulheres como futuras líderes da Organização.

12)  Por fim, quais são as melhores lembranças que você tem do Mackenzie? Teria feito algo diferente? Se sim, o que? Tem algum conselho para dar aos estudantes e, principalmente, às mulheres mackenzistas?

Eu amei estudar no Mackenzie! Eu adorava o campus, tive ótimos professores e sinto muitas saudades dessa época. Até hoje quando sinto um cheiro de dama-da-noite, volto no tempo e relembro quando eu chegava lá (rsrs).  Eu não teria feito nada diferente, acho que aproveitei bem este tempo, era uma aluna dedicada e, como disse anteriormente, a Universidade abriu portas pra mim.

O conselho que eu daria seria com respeito ao idioma. Eu sei que talvez durante o tempo que se está na Universidade é bem complicado fazer um curso, mas aproveitem este tempo para investir na sua preparação profissional. Falar inglês e espanhol no mundo de hoje é imprescindivel, isso lhes abrira portas e fará com que cheguem muito mais preparados no mercado de trabalho. E se vocês têm um sonho, lutem por ele, nao deixem que ninguém diga que não podem realizá-lo ou que é impossível! Ousem sonhar!

Muito obrigada pela oportunidade de compartilhar um pouquinho da minha experiência pós-Mackenzie. Eu sinto muito orgulho de dizer que fui aluna dessa faculdade!

 

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Adriana, seu esposo Fabiano e sua filha Lívia
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Vulcão Irazu – Cordilheira Central

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