Aparecida de J. Oliveira – 3º semestre

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O câncer é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Esse processo é o mesmo para todos os canceres inclusive o de mama que, depois do de pele não melanoma, corresponde a cerca de 25% dos casos novos a cada ano. No Brasil, esse percentual é de 29% e é o tipo mais comum entre as mulheres, igualmente no mundo.

Em 2017, o número de mortes registrado foi de 16.927, sendo 16.724 mulheres e 203 homens e, para 2018, a estimativa foi de 59.700 casos novos da doença no Brasil, um número extremamente alarmante.  

Assim a melhor forma é a prevenção, que pode diminuir a incidência da doença em até 30%. Isso inclui a prática de atividade física, boa alimentação, manutenção adequada do peso, evitar o consumo de bebidas alcóolicas e o uso de hormônios sintéticos (como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal), bem como a prática da amamentação. Acrescentados a todos estes, seguem o autoexame e a mamografia.

No entanto, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) vigora desde 2015 a regra de que a mamografia não deve ser solicitada a mulheres com menos de 50 anos ou mais de 69 e, embora não seja seguida ao pé da letra, para os serviços mais exigentes e que seguem o Protocolo, esse pedido precisa ser justificado em prontuário. Na grande maioria dos casos prevalece o critério e conduta médicos se, por exemplo, a (o) paciente tem histórico familiar vítimas da doença com idade inferior à da taxa de incidência. 

E no mês do Outubro Rosa, não poderia haver melhor notícia do que a do projeto de lei, aprovado nesta terça (29/10), que elimina a exigência dessa idade mínima para a realização do exame. Agora a proposta seguirá para a Câmara dos Deputados e não tem data para votação. Mas não se deve deixar de mencionar a importância da iniciativa no combate à doença e no impacto positivo que terá se for aprovada e tornar-se lei, pois embora boa parte dos casos concentrar-se em mulheres acima dos 50 anos, dados cada vez mais recentes indicam diagnósticos cada dia mais precoces em mulheres com menos de 30 anos e, em muitos casos, sem histórico familiar. Isso derruba por terra a faixa etária como parâmetro, tornando o exame clínico e sintomatológico o principal parâmetro para a detecção da doença.

Assim, esperamos que no Outubro Rosa de 2020 e dos anos subsequentes, tenhamos mais motivos para comemorar com a queda desses números, pois diversas e numerosas vidas terão sido poupadas com uma conduta que custará muito menos em termos monetários (se compararmos o gasto com o exame versus o cuidado com a (o) paciente já adoecido que demanda, além de diversas sessões de quimio e radioterapia, as sessões de reabilitação, tratamento psicológico para si e para a familia etc, além de outros cuidados extremamente custosos), mas isso sem mencionar a mais importante de todas, a preservação da vida humana, que é de longe o maior de todos os ganhos.

Parabéns ao Senando por esta iniciativa!

Fontes

INCA – Câncer de Mama

Senado aprova projeto que põe fim à restrição de idade para mamografia no SUS

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