Postado por Beatriz da Silva Marcelino – 2° semestre

No dia 26 de agosto de 2019, Jair Bolsonaro se envolveu em mais uma polêmica após um comentário que fez na rede social facebook referindo-se à aparência de Brigitte Macron, a primeira-dama francesa. Além disso, no dia 05 de setembro de 2019, o Ministro da Economia Paulo Guedes reiterou a declaração machista do presidente dizendo “é feia mesmo”. Entretanto, quem é Brigitte Macron?

Brigitte Marie-Claude Macron nasceu em 13 de abril de 1953 em uma cidade do norte da França chamada Amiens. É professora de francês e latim, sendo que já atuou em sua cidade natal, em Paris e em Estrasburgo. Em 2007, casou-se com Emmanuel Macron, atual chefe de Estado Francês, e desde a eleição de seu marido tem ganhado grande notoriedade entre os franceses pelos projetos sociais dos quais participa.

Os atuais projetos de Brigitte tem como foco a inclusão de pessoas portadoras de necessidades especiais, a proteção às crianças e a luta contra o bullying escolar. Ademais, segundo a Rádio França Internacional, o seu atual projeto se encontra no comitê pedagógico de uma nova escola da periferia de Paris, a qual é voltada para a qualificação de adultos desempregados.

Brigitte foi objetificada por um rótulo que um chefe de Estado e um de seus ministros lhe deram por meio de um discurso misógino. Ela foi julgada pela sua aparência como se essa fosse a única coisa importante em uma mulher. Brigitte sofreu a humilhação e o descaso que muitas mulheres sofrem diariamente na sociedade brasileira e ao redor do mundo. Mas qual a necessidade de falar sobre esse assunto?

As mulheres são julgadas pela sua aparência todos os dias porque acredita-se que exista um “padrão ideal” a ser seguido. Elas são rebaixadas ao que aparentam, como uma espécie de afronta ao intelecto de cada uma delas. Entretanto, os indivíduos da sociedade banalizam essa conduta, como se fosse algo normal, mas não é. Vejo esse tipo de atitude como uma nova tentativa de aprisionar as mulheres, as quais já tiveram muitas conquistas, mesmo que ainda seja necessário ter melhoras em diversos aspectos, mas ainda se encontram reféns dos padrões.

Esse tipo de comportamento não deve ser tolerado, ainda mais quando provém de um chefe de Estado ou de um de seus ministros, os quais representam seu país. A conduta reprovável dos discursos machistas do atual governo brasileiro não são de agora, mas desde a época das campanhas eleitorais. Dessa maneira, ainda me questiono como e por que elegeram esse presidente que propaga ideias repugnantes que são contra quaisquer princípios básicos de uma sociedade justa, na qual as liberdades individuais são respeitadas. Eu gostaria de um presidente que me representasse. Bolsonaro não me representa. Mas, e você? Ele te representa?

 

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