Por Ana Carolina Corrêa Calestine

Em tempos de pandemia, a corrida contra o tempo para encontrar uma vacina contra o vírus vale cada segundo. Os números de infectados e mortos sobem progressivamente a cada dia e o número referente aos curados, felizmente, cresce também gradativamente.

Por trás desta corrida, precisamente nos bastidores, estão os mais variados profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e outros agentes. Porém, há uma profissão que não é valorizada como deveria, uma profissão de profissionais trancafiados dia e noite em laboratórios, que também estão longe dos familiares, sofrem com cortes do governo e isso torna o trabalho mais difícil. Caso não tenha surgido alguma ideia ou palpite, essas afirmações referem-se aos cientistas.

Quando é pedido para uma criança desenhar ou imaginar como é um cientista, ela o descreve como um ser usando um jaleco branco dentro de um laboratório, realizando experimentos físico-químicos a fim de realizar uma nova descoberta, um indivíduo com um alto nível de inteligência (pode até imaginar que seja um pouco louco), ou outras possibilidades que a imaginação ensejar. Entretanto, poderá surgir a seguinte indagação: e o cientista dentro do direito? Ele existe? Onde vive? Será que passa alguma reportagem sobre ele no Globo Repórter?

Os cientistas dentro do direito podem ser chamados também de pesquisadores, aqueles que, através da pesquisa, buscam transformar a realidade social do homem e tentam não pacificar a realização do “depósito de conteúdo”, situação que Paulo Freire nomeava de “educação bancária”, na qual somente há o despejo de conteúdo sem nenhuma forma de reflexão ou crítica. Portanto, a pesquisa aprofunda o conhecimento, gera questionamentos, compreende a realidade, provoca uma sistematização do material coletado, medidas tomadas drasticamente por instituições podem ser identificadas, o contexto histórico-cultural é analisado, ocasiona uso de métodos científicos durante a jornada e gera até uma interdisciplinaridade com outras ciências, como a História, Sociologia, Filosofia e assim por diante.

Desse modo, a pesquisa no direito cada vez mais aborda questões que a doutrina não consegue ou não conseguiu responder e que, consequentemente, geram debates intermináveis, e propõe uma relação entre a sociedade, leis, instituições e suas repercussões para a sociedade com o intuito de promover possíveis mudanças em relação a esse cenário.

E ai, bora pesquisar? As inscrições do PIVIC/PIBIC foram prorrogadas para o dia 15/06! Eu, Ana Carolina, estou com meu projeto pronto para ser enviado e, unicamente a partir dele, pude perceber como meu objeto de pesquisa atua na realidade, questiona o porquê de algumas ações do judiciário e realizei uma interdisciplinaridade com outra ciência presente no Direito. E, por isso, recomendo fortemente a pesquisa!

Além de eliminar as horas complementares necessárias (rsrsrs), você se transforma em um ser humano com um olhar crítico, reflexivo e curioso sobre os mais diversos acontecimentos no mundo político e jurídico.

cientista

Publicado por Rafaela Cury


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