Somente em 2019, 5 crianças foram mortas por balas perdidas no Rio de Janeiro. O último caso, o de Ágatha Vitória Félix, de 8 anos, chamou a atenção de diversas pessoas por todo o Brasil e despertou um questionamento, o qual, na minha opinião, já deveria ter sido feito há muito tempo, o que todas essas crianças têm em comum?

Todas elas são negras, todas elas moravam com suas famílias nas periferias do Rio de Janeiro, todas elas era inocentes. Todas elas foram vítimas de uma política implantada por um Governo que dá carta branca para os policiais matarem em nome de uma guerra às drogas que nunca parece chegar ao fim.

Essas situações apenas reforçam a ideia da necessidade da Lei de Abuso de Autoridade, a qual foi sancionada tem como objetivo estabelecer quais condutas de servidores e integrantes dos Três Poderes são consideradas abuso de autoridade, além de determinar o processo penal, a responsabilização e os efeitos da condenação dos infratores.

Ademais, também reforçam o bem que a Câmara dos Deputados fez ao retirar “excludente de ilicitude” do pacote anticrime proposto pelo atual Ministro da Justiça Sérgio Moro, parte do documento que relata que os policiais não poderiam ser punidos por eventuais homicídios sob alegação de estar em estado de estresse, medo ou emoção especial.

Eu espero que a população, especialmente a da periferia, tendo em vista que essa é a mais afetada, não se cale. Eu espero que ela se rebele contra um Governo que autoriza agentes de segurança pública a matar alegando perseguição contra uma ditadura socialista. A voz da periferia esteve calada por muito tempo, já é a hora da revolução!

Postado por Beatriz Marcelino – 2 ° semestre

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