Aparecida Oliveira – 3º semestre

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Nos dias atuais a prática do ensino nas faculdades tem sofrido diversas mudanças alavancadas pela alta demanda do mercado em formar profissionais mais capacitados. Este fenômeno tem ocorrido em todos os meios acadêmicos e em praticamente todos os cursos, que procuram dar ao aluno a experiência mais próxima possível da realidade, pois de nada adianta se formar e obter o diploma acadêmico se o mundo coorporativo exige do profissional uma atuação multifacetada para lidar com o dia a dia.

Acrescentado a estas mudanças há que se destacar o advento da tecnologia que, como é do conhecimento de todos, trouxe grandes vantagens para a sociedade, mas ao mesmo tempo cobra do profissional o “plus” que não está formação acadêmica.

Se este quadro está presente não somente na sociedade brasileira e em um curso específico, mas em todo o mundo e em todos os cursos, no Direito não seria diferente. Profissão de grande prestígio no país, ela exige do estudante grande carga de leitura de diversas leis, decretos e textos que carregam toda a ordem social que nos rege e conhecê-las é a base para a elaboração dos textos e peças jurídicas e apenas saber a “letra da lei” e aplicá-la não significa sucesso na carreira, pois o que assim o faz torna-se o famoso “advogado copia-cola”.

No entanto, além do conhecimento teórico, é exigido do profissional advogado grande domínio da palavra por meio da oratória e este poder de persuasão e do convencimento (que é admirado por muitos), não é dom de todos e buscá-lo faz parte da sua formação. Todavia, como adquiri-lo durante a formação acadêmica para entrar no mercado de trabalho preparado e ter mais sucesso na prática?

Em um país onde a Educação tem grandes vieses e sofre iniquidades em sua administração que resultam em baixos investimentos se comparado a índices de Primeiro Mundo, onde se lê pouco e infelizmente (como em todo o mundo) a presença da tecnologia rouba a atenção de jovens que outrora não estavam sob sua influência, como fazer desse estudante um dominante da palavra, se o que ele menos faz é ler e escrever? E ainda como fazê-lo se expor e ser um bom orador, se no Brasil a prática do ensino é a baseada em aulas expositivas em que o professor fala, o estudante escuta e faz suas anotações e sua participação se resume à realização de perguntas para sanar dúvidas que no máximo se estendem a um simples e curto debate de ideias, já que o grande protagonista da sala é o professor? Se fizermos uma comparação com modelos de ensino do Direito em países como Estados Unidos, onde predomina a tradição do Common Law, e em universidades como Harvard Law ou Berkeley Law School, veremos que o que prevalece é o método socrático, em que o estudante interage com o professor ativamente, expõe suas ideias e as debate com o restante da sala com foco nas discussões de casos reais. Assim, estes assumem o papel das partes podendo colocar em prática todo o “jurisdiquês” aprendido nos textos. Tais mudanças já faziam parte de propostas da década de 50 por autores como San Tiago Dantas, advogado, professor, jornalista e político, que defendia o case system ao invés do puramente text system.

Desta forma, se o mundo está se adequando a essas novas tendências e também as segue, já vemos na prática do ensino aulas baseadas em case systems. Na Universidade Presbiteriana Mackenzie, localizada em São Paulo, uma das mais conceituadas do país, desde o segundo semestre o aluno participa de simulações de casos reais, de grande notoriedade na mídia nacional e internacional e atua nas três figuras do caso concreto (ora como o que acusa, ora como o que defende e, por fim, aquele que julga) e este novo olhar sobre o ensino do Direito nas universidades tem proporcionado ao estudante o desenvolvimento da oratória e do poder de convencimento, tão importantes na prática do dia a dia. Dentre as atividades que envolvem tal método de ensino podemos citar ainda as simulações de resolução alternativa de conflitos (uma tendência mundial), os juris simulados, as competições e os núcleos de assistência jurídica, onde alunos atendem (sob supervisão de um professor) a pessoas cuja situação financeira não permite a contratação de um advogado. Todas estas práticas trazem ainda benefícios à sociedade, mas principalmente ao aluno que aprimora o seu conteúdo teórico e sai para o mercado de trabalho mais preparado para atuar com mais competência técnica.

Desta forma, o estudante que apenas permanecia sentado e fazia suas anotações e, por vezes, tirava suas dúvidas e retornava à sua posição passiva é coisa do passado. O cenário atual é do estudante que realiza debates, forma opiniões e é o protagonista do processo ensino-aprendizagem. Este é o profissional que o mundo corporativo exige e é o que as faculdades estão preocupadas em formar. E muitas delas, como a Universidade Mackenzie, tem feito este papel com grande primazia.

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