Matheus Melo – 2° semestre

O dia 25 de julho é relevante, e muito. É o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha. A data foi estabelecida em 1992, quando um grupo de mulheres negras oriundas dos países da América Latina reuniu-se em Santo Domingos, na República Dominicana, para a realização do primeiro Encontro de Mulheres Negras Latinas e Caribenhas. Lá, trataram sobre assuntos, que, consequentemente, abriram caminho para as próximas gerações avançarem no processo de conscientização e amadurecimento, tais como: formação educacional e profissional e maternidade.

Desde 2014, também é o dia da Mulher Negra e de Tereza de Benguela – mulher negra que liderou o Quilombo de Quaritetê no Mato Grosso, após a morte do seu marido, instituiu normas para o funcionamento do quilombo e liderou a luta contra os bandeirantes por 20 anos, 20 anos!

Tereza de Benguela liderou um Quilombo o qual abrigava nativos da terra batizada de ‘Brasil’ e negros. Em sua liderança, além da valorização da coletividade e diversas artes e culturas, após cada ataque sofrido, eles se apossavam das armas dos inimigos e é aqui que reside uma das poesias mais lindas, uma das lições mais atuais para nós, brasileiros, seres humanos. Utilizando-se de suas competências, transformavam o metal das armas em instrumentos domésticos, como por exemplo, panelas.

A técnica carrega uma beleza por si só. Mas, uma das interpretações e legados que podemos aprender com a Rainha Tereza é: e se, em tempos de ódio, utilizássemos cada arma, cada ofensa e todo desamor como instrumentos para alimentar o sonho de um mundo melhor? Se, a cada insulto, não mais reagíssemos com um insulto mais grave, mas nos acalmássemos e utilizássemos a indignação como impulsão para trazermos mudança? Xingamento por xingamento, ódio por ódio… não, em nada nos resultará, a não ser que façamos dessas situações e palavras momentos oportunos para que, juntos, venhamos a ser mais maduros e a fazer panelas que prepararão o que vai alimentar nossa esperança.

“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução…” – Machado de Assis.

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Fonte da imagem: http://gshow.globo.com/TV-Centro-America/E-Bem-MT/noticia/2015/03/conheca-historia-de-tereza-de-benguela-um-heroina-negra.html

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