Como dizia, estando em Washington/DC é obrigatório visitar Mount Vernon. O lugar é lindo e aprazível, mas devia ser muito difícil a vida naqueles tempos: sem energia elétrica, água encanada e locomoção a cavalo ou carruagem (o que era um luxo!). Do DC para lá e de lá para DC devia ser uma jornada! Mas como os da época não conheciam outra alternativa, o cavalo era, sem dúvida, o “avião” que dispunham, assim como, um belo dia, no futuro, o avião será um “cavalo” do passado. Mas isso é outro assunto.

Nem precisaria informar que o “padrão parque” americano está presente em todo lugar, inclusive em Mount Vernon, fazendo com que tudo funcione 100%, sem desconto! A limpeza da área de visitação é esmerada! Nenhum palito de dente pelo chão, até mesmo fora do casarão. Os jardins impecavelmente cuidados, como se a própria Martha Washington estivesse por ali, podando o roseiral à beira da “old tumb”. As peças que compõem o acervo da casa-museu estão em perfeitas condições de conservação, inclusive, até, a dentadura de George Washington. Tudo sob rigorosa supervisão de um quase exército de profissionais qualificadíssimos, muitos dos quais jamais serão vistos pelos olhos dos turistas. Impressiona!

Vale a pena voltar a DC pelo Potomac Riverboat Company, a bordo de um moderno e confortável barco, com todas as amenidades disponíveis, tais como deck, ar condicionado, bar, cafeteria, lavabo etc., cujo passeio leva cerca de 50 minutos de Mount Vernon ao Georgetown Harbor e mais 30 minutos até Alexandria (US$48 adulto e US# 37 criança). O trajeto, na sua maior parte, é todo limpo, tornando o passeio bastante agradável, salvo próximo ao porto, onde se depara com um trecho poluído. Mas caaalma!! Em 2011, a administração pública arregaçou as mangas e deu início ao (sic) um grande projeto de despoluição geral do rio, com a escavação e construção de grandes túneis subterrâneos para captar esgoto doméstico e águas pluviais, evitando, de uma só tacada, o acúmulo de resíduos e a enchente por excesso de vazão. A grande obra, com estações de tratamento em estado avançado, tem previsão para entrega em 2025. E lá eles entregam!!

Só em 1807 surgiriam os charmosos barcos a vapor, criados por Robert Fulton, engenheiro e inventor natural da Filadelfia, que George sequer conheceu, pois [fora] morto em 1799. Assim, o grande herói fazia o trajeto pela margem direita do velho Potomac a cavalo ou de carruagem. Quem sabe dava um “pit stop” em Alexandria, no The Fish Market, antigo “pub” cuidadosamente restaurado em 1976 (105, King St), para tomar uma autêntica cerveja irlandesa, servida num enorme copo de vidro grosso, na temperatura ambiente. Estivesse hojoe George vivo, tomaria a mesma e boa cerveja no mesmo copão. Mas supercongelado!


A coluna “Cronículas” nos prestigia com diversas crônicas e textos do professor emérito da Faculdade de Direito do Mackenzie Jeremias Alves Pereira Filho, que lecionou por 40 anos no Mackenzie e foi presidente do Centro Acadêmico

Postado por Rafael Almeida

Siga o JP3

Instagram: @jornalpredio3

Facebook: fb.com/jornalpredio3

Mais notícias e informações:

Jornal Prédio 3 – JP3, é o periódico on-line dos alunos e antigos alunos da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, organizado pelo Centro Acadêmico João Mendes Júnior e a Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito do Mackenzie (Alumni Direito Mackenzie). Participe e escreva! Siga-nos no Instagram!