“Outubro Rosa” é uma campanha de conscientização a respeito da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer de colo de útero, os quais são, respectivamente, o primeiro e o terceiro tipo de câncer mais comum entre as brasileiras de acordo com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Vinicius da Silva Marcelino, natural de Santos e criado em Mogi das Cruzes, é graduado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS) e, atualmente, trabalha como médico da família na Baixada Santista. Ele foi convidado a dar uma entrevista sobre a campanha e destacou a importância da mesma, além de explicar como fazer o autoexame corretamente e ressaltar a necessidade de suporte emocional durante o tratamento da doença.

“Quais os principais sinais e sintomas do câncer de mama e do câncer de colo de útero?”

Os principais sintomas do câncer de mama são nódulo endurecido, irritação ou abaulamento de uma parte da mama, inchaço de toda ou parte de uma mama mesmo que não seja possível sentir o nódulo, edema (inchaço) da pele, eritema (vermelhidão) na pele, inversão do mamilo, sensação de nódulo na axila, espessamento ou retração da pele ou do mamilo, secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos, inchaço do braço e dor na mama ou mamilo. Em relação ao câncer de colo de útero os principais sintomas são sangramentos vaginais sem motivo aparente e fora do período menstrual, corrimento vaginal alterado com odor e/ou coloração incomuns, dor abdominal ou pélvica que pode agravar ao usar o banheiro ou durante o contato íntimo, sensação de pressão no “fundo” da barriga, vontade mais frequente de urinar e perda de peso.

 

“Na sua opinião, como o câncer pode afetar a autoestima das mulheres?”

O câncer por si só já carrega um estigma e um histórico de morbimortalidade muito elevado, ainda que já exista cura. Assim, o câncer não abala apenas psicologicamente seus portadores, mas também afeta a parte física e estética em virtude de emagrecimentos ou inchaços, manchas pelo corpo, enfraquecimento das unhas, queda de cabelo devido ao tratamento ou, até mesmo, a perda do seio em alguns casos. Dessa maneira, a fisionomia e a estética do paciente sofrem grandes alterações por conta da agressividade da doença e do tratamento, o que implica o abatimento e descontentamento com a aparência, os quais, quando somados à uma sociedade que cultua padrões de beleza, geram a baixa estima.

 

“Homens também podem ter câncer de mama?”

Sim, homens também podem desenvolver câncer de mama, mesmo que raro, compreendendo apenas 1% dos casos. Os homens também possuem glândulas mamárias, ductos lactíferos e hormônios femininos em pequenas quantidades. Portanto, homens também estão suscetíveis a desenvolver a doença.

 

“Qual a importância do suporte emocional durante o tratamento médico?”

O suporte emocional é de suma importância para o tratamento, tanto quanto as cirurgias conservadoras, a quimioterapia e a radioterapia, pois eleva a autoestima dos pacientes e auxilia na aceitação da doença para enfrentá-la posteriormente. Isso aumenta a adesão ao tratamento, o que diminui a dor causada e eleva a autoconfiança do portador da doença.

 

“O autoexame é uma importante técnica de prevenção usada para identificar o câncer de mama. Como fazê-lo corretamente?” 

Primeiro, posicione-se em frente ao espelho e observe os dois seios com os braços relaxados. Em seguida, coloque-os atrás da cabeça e observe o tamanho, posição e forma do mamilo. Pressione levemente o mamilo e veja se ocorre a saída de algum tipo de secreção. Em caso de alterações dessa natureza, não hesite em procurar seu médico para realizar exames complementares, lembrando que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores serão as chances de cura.

 

“Qual a sua visão sobre a campanha “Outubro Rosa” e qual a importância dela?”

A campanha “Outubro Rosa” é muito importante para incentivar e orientar toda a população sobre a prevenção, os riscos e os principais sinais e sintomas do câncer de mama e de colo de útero. Além da prevenção inicial, aumenta a autoconfiança da mulher, pois passa a sensação de que ela não está sozinha na batalha contra o câncer. Portanto, é uma ótima iniciativa de conscientização e prevenção de desfechos com piores resultados.

 

Postado por Beatriz da Silva Marcelino – 2º semestre 

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