Entrevistamos a Jael Bonilla, 27 anos, Bacharel em Direito pelo Mackenzie e pós-graduanda em Direito e Processo do Trabalho também pelo Mack.

Ela é Vice-Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Subseção do Butantã e nos contou um pouco sobre como funcionam as Comissões da OAB e sua experiência pessoal.

O que é uma Comissão da OAB?

A OAB, pelo seu estatuto, tem um papel fiscalizador do Poder Público. As Comissões são canais que viabilizam a fiscalização do exercício desse poder e o cumprimento da Constituição, dos Direitos Humanos e da manutenção da ordem jurídica e do Estado Social e Democrático de Direito.

A OAB tem seccionais, unidades em cada estado. Cada seccional tem subseções, nelas se encontram as Comissões.

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De qual você faz parte? Como e quando teve conhecimento que era possível fazer parte de uma Comissão?

Sou vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Subseção do Butantã desde o começo desse ano.

Olha, nunca tinham feito questão de me incluir e de me mostrar como as coisas funcionavam lá dentro. Sempre tive interesse e achava legal, mas não fazia parte até ano passado, quando um membro de uma chapa concorrente à gestão da Subseção entrou em contato comigo. Na nossa conversa, entendi como as coisas funcionavam e aceitei a proposta de, se a chapa ganhasse as eleições, assumir como vice-presidente. E assim aconteceu.

Quais são as atividades realizadas pelo grupo?

Temos reuniões uma vez por mês. Sobre todas elas prestamos contas ao Presidente da subseção, o qual é eleito pelos advogados, por meio de atas. Nessas reuniões são levantados debates sobre temas atuais, e é um campo muito amplo, pois o que vemos muito hoje são violações dos Direitos Humanos ao nosso redor, como por exemplo o caso da morte das crianças e jovens no Paraisópolis recentemente.

Além disso, organizamos eventos para advogados e para a sociedade de uma forma geral e prestamos serviços à população, como assistência jurídica a pessoas necessitadas.

Você acha que vale a pena para alunos do Direito fazerem parte de uma Comissão?

Eu acho que vale a pena sim, é uma oportunidade de conhecer profissionais da área, dar os primeiros passos rumo a uma especialização quando acabar a Faculdade – digo isso porque a gente sai da Faculdade pensando que vai saber ser advogado, mas não aprendemos sobre isso –, que caminhos seguir após se formar.

Na minha Subseção as Comissões não são apenas para advogados, lá também há pessoas que apoiam as causas ou que tem interesse no assunto etc.

Fazer parte de uma Comissão, seja como advogado ou como cidadão, é parar de apenas reclamar dos problemas atuais e começar a tentar resolvê-los.

Onde você trabalha?

Sou Advogada Júnior no CGM Advogados.

Seu maior sonho?

Acabar com o tráfico de pessoas e a exploração de vulneráveis.

E sua maior qualidade?

A determinação.


Conheci a Jael servindo ao The Justice Movement, braço da 27 Million – clique aqui para conhecer esse movimento que luta contra a Escravidão Moderna ao redor do mundo. Obrigado pela disponibilidade em ajudar todos os leitores do Jornal, Jael!

Postado por Matheus Melo Rodrigues da Silva

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