Cloudy June: um splash de nuvens coloridas na cena musical

Por Vitória Cruz

Não é segredo para ninguém que o fenômeno Tik Tok é responsável pela viralização das mais diversas personalidades no cenário digital: sendo um aplicativo que opera mediante o sistema de “nichos”, as possibilidades de públicos-alvo são praticamente infinitas. Nesse universo pixelado, a indústria musical só teve ganhos, especialmente quando falamos de artistas independentes — normalmente reconhecidos por compor, cantar, tocar e produzir as próprias músicas. Um exemplo nítido de talento e originalidade é a cantora e compositora Cloudy June, que utiliza da sua voz como instrumento de ampliação da sua mente.

Nascida e criada em Berlim, Claudia sempre esteve envolvida com a música desde cedo — sua mãe tocava guitarra para ela quando estava grávida e, depois de nascida, ouvia discos com o pai. Influenciada pela família, passou a carregar um toque musicado em sua vida, tanto que iniciou sua carreira em uma banda de death metal ainda nos anos de escola. Em algumas entrevistas, ela conta que precisou aprender muito sobre esse “novo gênero”, já que gritar enquanto canta exige uma técnica absurda. Após três anos como vocalista, decidiu seguir carreira solo e se lançou nas plataformas de streaming com o single “High Waist to Hell” em 2020 — que, modéstia a parte, a colocou no Top 30 do HypeMachine Charts.

Após pouco mais de dois anos, a cantora já conta com um repertório musical recheado de singles marcantes e de seu primeiro EP, “Unthinkable”, que traz algumas de suas faixas mais conhecidas, como “FU In My Head”, “Mommy Issues” e a própria música título da produção. O estilo indie pop com um pezinho no emo tão presente em suas obras se mistura às letras carregadas de jogos de palavras fáceis de identificar. Com temáticas como o prazer feminino, relacionamentos, autoconhecimento e a própria comunidade LGBTQIAP+, ela se conecta com os ouvintes e cativa cada um deles por meio de suas melodias pulsantes.

Cloudy June é uma mulher racializada, bissexual e cantora independente que escreve sobre suas vivências, externalizando para o mundo obras de arte escritas em partituras musicais. Com uma pegada bem “Gen Z”, tão em alta no mundo musical — mas não só nele — ela movimenta a indústria audiovisual e, aos poucos, se faz presente nas playlists de mais e mais ouvintes que se veem em suas composições. Perfeita para os dias de rebeldia juvenil, cenários imaginários com crushes de carne e osso, períodos de bad pós término ou uma simples agitação que faz o peito pulsar. Essa é uma artista em ascensão que vale a pena acompanhar de perto!

Publicado por Vitória Cruz

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