Ser visível em um mundo invisível

Por Rogério Santos

Em tempos atuais, temos vivido um conceito muito difícil, que é o da invisibilidade social, mas você sabe o que é isso? 

O conceito de Invisibilidade Social tem sido discutido de uma maneira que quando nos referimos a seres socialmente invisíveis, seja pela indiferença, seja pelo preconceito, se cria uma ideia de compreensão que tal fenômeno atinge tão somente aqueles que estão à margem da sociedade. Mas ao contrário disto, a invisibilidade social, atinge também as pessoas que por vezes nos servem a cada dia e nem notamos de fato que elas existem, desde um gari que limpa a rua próximo de nossas casas, até um entregador, o cobrador do ônibus que utilizamos, os profissionais de limpeza da faculdade ou do escritório, entre tantos outros que são considerados esses trabalhadores invisíveis, que dentro da sua invisibilidade como prestadores de serviços, muitas vezes não são notados em relação a suas condições econômicas, sociais, físicas e até mesmo materiais.

Em algum momento do seu dia a dia, você provavelmente já praticou a invisibilidade social com alguém e talvez nem tenha se dado conta e nunca parou para pensar que ali também tem um ser humano, que tem uma história, que assim como a nossa tem a sua importância de existir.

Dentro deste contexto, há uma atitude que pode mudar toda essa relação do “esquecimento social” e que pode trazer um primeiro passo para uma mudança, que é conhecida como  urbanidade social, que nada mais é do que a prática dos costumes, das formalidades e dos comportamentos que expressam o respeito entre pessoas, juntamente com demonstração de civilidade.

Mas o que isso quer dizer? Ora, é simples meu caro Watson (referência a famosa frase do Sherlock Holmes), o conceito dessa urbanidade trata especificamente de como tratamos o outro, de tal forma que um simples “bom dia” pode trazer um novo sentido e significado de existência para aquela pessoa que sofre com algum tipo de estigma social.

Mas como um bom dia para o porteiro do meu prédio,  o cobrador do ônibus ou até mesmo para uma pessoa em situação de rua pode trazer a diferença? O sentido dessa expressão  está diretamente ligado ao sentido de existência do próximo, porque quando dizemos “Bom dia”, estamos dizendo “Eu vejo você, eu noto a sua existência” um gesto que para alguém que não é notado perante a sociedade,  se torna mais que um simples ato de educação, trazendo civilidade e de urbanidade.

Diante disto, que possamos a cada dia mudar nossa forma de agir e pensar em relação ao tratamento com outras pessoas, para que elas se tornem pessoas visíveis em um mundo visível, onde elas possam se tornar parte de um mundo, em que não sejam rejeitadas e sintam o seu valor perante a sociedade. 

Essa mudança cabe a nós, a cada bom dia, a cada modéstia e a cada gesto, pois se queremos tornar o mundo um lugar melhor, nada melhor do que  essa mudança partir de nós mesmos. 

Esse texto foi escrito ao som de: The Black Eyed Peas – Where is the Love

Publicado por Rogério Santos


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