Por Leonardo Cipriano

Certa vez ouvi de uma conhecida algo como “nossa, não sei como você consegue ficar tanto tempo sem postar nada nas redes”. Respondi que tinha certo problema em expor minha vida pessoal para a quantidade de pessoas que me acompanham — não se engane, na data da publicação deste texto, tenho menos de 700 guerreiros em meu instagram.

Há um tempo fiquei a refletir que meus poucos amigos são também do time que não se expõem muito. Tem aquela com o perfil, assim como o meu, privado, mas com somente 36 seguidores e ainda posta nos “melhores amigos”. Tem base uma coisa dessa? — rindo de nervoso. Tem a que é equilibrada entre publicar e não, então ao menos mensalmente você verá a carinha dela nas redes. Tem a que, na fase fitness, posta o treino toda manhã com a hashtag #TáPago, e tem eu que posto, basicamente, minhas leituras e as divulgações do JP3.

Não sei como cheguei até aqui com este perfil low profile, mas sigo fortemente acompanhando a vida das pessoas que aparecem no meu feed, suas histórias e às vezes vou fundo no stalking pra descobrir algo — quem nunca?. Acreditem se quiser, mas esses meus amigos fazem da mesma forma e seguimos vigorosamente comentando sobre como aquele cara teve coragem de postar tal foto, ou, com qual dinheiro tal pessoa fez aquela viagem sendo que ainda nos deve dez reais. Sempre tem, né?

Low profile também fofoca. Nossa, mas como fofoca! E falo isso sem o menor peso na consciência. No mês passado, inclusive, uma dessas amigas saiu no UOL em uma matéria sobre casais fofoqueiros. Deu entrevista e tudo. É sobre isso, sabe? No grupo do condomínio, por exemplo, eu entro periodicamente para ver se não tem nenhuma “novidade” — lê-se, fofoca — faço o acompanhamento, e enquanto ninguém consegue me identificar pelos corredores e áreas comuns, eu sei bem quem é o reclamão, quem é o puxa saco e quem só quer biscoito.

O bom é que ninguém sabe muito sobre sua vida. Daí, surgem aquelas especulações. “O que ele faz da vida?” “Ele faz Direito no Mackenzie? Mas, nossa, nunca postou nada sobre”. Tenho certeza que a maioria das pessoas que são, no mínimo, um pouco curiosas e já foram próximas, leem minhas publicações como uma newsletter para descobrir os caminhos que venho traçando. Sejam bem-vindos, querides!

Seguramente, em tempos de EAD, tenho sido low profile com os professores. Poucos tiveram a chance de me ver — querido professor que eventualmente está lendo este texto, saiba que adoro você! —, até porque, geralmente assisto às aulas sem a menor condição de me mostrar a qualquer pessoa, quem dirá ao professor e mais 60 alunos.

Dessa forma, se você é do clube dos misteriosos, vai se identificar em algum grau com o que eu tô dizendo. Agora, se é do combo misterioso e fofoqueiro, podemos já nos considerar amigos! Se você ainda não faz parte desse time, saiba que sua hora vai chegar e, se precisar de alguns conselhos, estaremos aqui para ajudar.


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Keely Reyes

Publicado por Leonardo Cipriano


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