[Extraído do mackenzie.br]

O Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) solicita a colaboração da sociedade para aumentar os estoques do banco de sangue do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), que fornece as bolsas de sangue para mais de 300 hospitais do Paraná.

A doação é o único modo de salvar milhares de vidas, já que não existe substituto para o sangue. Quem tiver interesse em doar deve agendar um horário no site www.saude.pr.gov.br. Todas as pessoas que estiverem bem de saúde, com mais de 51 quilos e que tenham entre 18 e 59 anos podem doar.

Demanda

O Hospital Universitário Evangélico Mackenzie recebe, em média, 700 solicitações mensais para transfusões de sangue, entre urgentes e reservas para cirurgia. Nem todas acabam precisando de bolsas, o que deixa a média em 400 transfusões por mês. Mais de 1.000 bolsas são utilizadas para atender esta demanda mensal.

Em dezembro de 2020, foram 681 solicitações e 486 transfusões realizadas para as quais foram necessárias 1.050 bolsas. Com os estoques baixos, alguns pacientes precisam aguardar para fazer a transfusão, devido à falta de hemocomponentes.

De acordo com a supervisora da Agência Transfusional do HUEM, Maria Izabel Bazievicz, “algumas vezes, o paciente pode apresentar alguma particularidade que ocasiona atraso na transfusão, pois precisamos buscar por bolsas adequadas, porém, a maioria dos casos de espera transfusional é por falta de hemocomponentes”, explica.

A maior parte das pessoas que necessita das transfusões de sangue são pacientes com doenças hematológicas, oncológicas e gastrointestinais. “Nossa instituição recebe muitos pacientes de alta complexidade e, para que possamos continuar a desempenhar o nosso trabalho de forma eficaz e satisfatória, precisamos que as pessoas nos ajudem e abracem esta causa da doação de sangue”, destaca Maria Izabel, que é biomédica e pós-graduada em Hematologia e Banco de Sangue.

Apelo

André Francisco de Luma Piber Neto, 16 anos, é paciente do HUEM há cinco meses. Ele foi diagnosticado com linfoma de burkitt, que é um câncer no sistema linfático. Ele já fez nove sessões de quimioterapia e, durante o mês de janeiro, esteve 18 dias internado.

Devido a reações da quimioterapia, André ficou debilitado e precisou ser transferido para a UTI. “Foram dois dias na UTI e o que me salvou foram as transfusões de plaquetas e hemoglobina. Se não fossem essas bolsas, eu poderia não estar aqui”, conta ele.

Durante uma das transfusões, ele teve uma reação alérgica e uma bolsa inteira de sangue foi perdida. “Para vocês verem como é importante doar sangue, pois além do estoque ser pouco, infelizmente, podem haver intercorrências e os componentes serem perdidos”, ressalta.

André reforça o pedido para quem puder fazer doações. “Após a descoberta da doença, muitos familiares meus começaram a doar sangue. Então, peço a quem possa fazer uma doação, que faça, para salvar a vida de uma pessoa, da mesma forma que salvou a minha vida”, enfatiza ele.

André Francisco de Luma Piber Neto, à esquerda.

Publicado por Helena Maria Mariano Palma Narvais


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