Por Júlia Mayumi Oliveira

Para lecionar Direitos da Criança e do Adolescente tem que ser bom com jovens? Não necessariamente, mas conquistar os estudantes é só uma das milhares habilidades de Ana Claudia Pompeu Torezan Andreucci, a protagonista do Quem Dá Essa Aula de hoje.

Bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, ela também é graduada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero – e, acredite se quiser, as duas graduações foram feitas ao mesmo tempo! Mas respira fundo que o currículo é muito maior que isso: com um mestrado em Direito das Relações Sociais pela PUC-SP e um doutorado em Filosofia pela mesma universidade, a Profª Torezan, como é conhecida, acumula ainda três pós-doutorados – Democracia e Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra, Comunicação e Novas Narrativas em Direito da Criança pela Universidade de São Paulo e Direitos Humanos e Trabalho pela Universidad Nacional de Córdoba.

O interesse pelos estudos de Direitos da Criança e do Adolescente acompanha toda a carreira de Ana Torezan. O mestrado, em previdenciário, tratava do salário-maternidade da mãe adotiva; já o doutorado foi uma pesquisa sobre licença-parental, que ainda não é aplicada no Brasil. Nesse meio-tempo, veio a docência no Mackenzie, um sonho desde a época de graduanda: “Toda vez que eu entrava [no Prédio 3] eu pensava ‘um dia eu serei professora dessa casa’. Faz 17 anos que eu sou professora do Mack e isso me faz feliz demais.”

Em 2013, Direitos da Criança e do Adolescente se tornou disciplina obrigatória para a graduação em Direito no Mack, medida considerada vanguardista. “A maior parte das universidades do mundo não tem essa disciplina como obrigatória”, explica Ana Torezan. “O que é péssimo, porque não motivamos profissionais do Direito para trabalharem com essa área”. 

Professora das nove turmas da faculdade em todos os semestres, Ana Torezan é uma das mais queridas pelos alunos. “Ela é uma das melhores e mais cativantes professoras que já tive até agora. Foi uma das responsáveis por atiçar minha vontade de seguir com meu projeto de pesquisa”, conta o aluno Isaac Ouriques, do 4º semestre, que iniciará um projeto orientado de pesquisa com a professora. Giovana Infante, também do 4º semestre, endossa: “Ela é perfeita. Amo ela”.

Docente em tempo integral, Ana Torezan se divide entre lecionar, orientar trabalhos de conclusão de curso e iniciação científica, escrever livros, atuar no Instituto Brasileiro do Direito da Criança e do Adolescente e participar da Comissão dos Direitos Infantojuvenis da OAB. Esse ano, seu grupo de estudos, CriADir Mack, foi transformado em grupo de pesquisa consolidado no CNPQ.

“Essa área, os direitos humanos dos pequenos humanos, é super necessária e importante. Hoje eu nem posso mais dizer que eu escolhi, eu fui escolhida. E eu sinto muito que é uma missão, uma vocação, e eu gosto tanto da teoria quanto da prática”.

Sobre o jornalismo, Ana Torezan acredita que as duas áreas são importantes para seu trabalho hoje. “Ter feito as duas faculdades me mostrou a necessidade da interdisciplinaridade. O Direito precisa se expandir a partir da educomunicação; nesse sentido, trazer informações de cunho jurídico é importante para fins de cidadania, de empoderamento da população em geral. Eu vejo as duas [áreas] muito juntas”. 

Ana Torezan ama o que faz, e, de seu apaixonado depoimento ao JP3 sobre a docência, destaca-se o reconhecimento dela sobre o papel dos alunos na sua carreira: “a alegria de um professor é porque existem os alunos, e os alunos são o início, o meio e o fim. Sem os alunos a gente nada seria, vocês são, de fato, a razão pela qual a gente quer estudar mais, se capacitar mais, dominar as novas tecnologias, nos reinventarmos e sermos eternamente jovens”. E que sorte a nossa poder contar com o amor superlativo da Profª Torezan pelas salas de aula, pela sua disciplina e por seus alunos.

Publicado por Júlia Mayumi Oliveira


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