A União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) se configura como um movimento estudantil cujo intuito é representar a visão, os interesses e as opiniões dos estudantes paulistas. Seu atual presidente é Caio Yuji, o qual ocupará o cargo pelos próximos dois anos.

Em Araraquara, no interior de SP, entre 30 de agosto e 01 de setembro de 2019, foi realizado o 41º Congresso da UEE-SP. O evento tinha como objetivo  comemorar os 70 anos da entidade, debater as políticas estudantis que permeiam a vida dos estudantes paulistas e, por fim, eleger a nova diretoria executiva.

A estudante do 8º semestre da Faculdade de Direito da UPM Camila Sanches Guimarães, mais conhecida como Camilinha, atual Diretora Política do CAJMJR e, inclusive, a primeira mulher a ocupar o cargo, participou do Congresso, assim como outros mackenzistas, e falou a respeito dos temas discutidos.

Quais foram os principais pontos abordados no evento?

“Tratamos sobre o desmonte de políticas públicas dos governos Bolsonaro e Doria, falamos sobre a política de permanência estudantil nas universidades e sua respectiva importância para manter os alunos nas universidades, tratamos de outros temas que diz respeito a como se manter focado e organizado tanto nos estudos como no combate a governos que tratam estudantes como inimigos”.

Na sua opinião, qual a importância desses temas para a atualidade?

“Há alguns anos atrás, tanto no governo Dilma quanto no governo Haddad, os estudantes não pensavam em sair às ruas para defender a educação pública, gratuita e de qualidade. Era intrínseco a política da época a importância das universidades e projetos de manutenção e permanência das mesmas. Porém, com a mudança de governo, para Bolsonaro e Doria, os estudantes como linha de frente, sofreram inúmeros ataques as suas universidades com cortes de gastos básicos, bem como políticas de permanência Estudantil e isso é muito grave, não apenas para faculdades públicas, mas para particulares também. O desmonte das bolsas de pesquisa e iniciação científica, abala estrutura de alunos que dedicam sua vida ao futuro do Brasil pesquisador, e esse Congresso tem essa importância, mostrar ao Estado que nós temos consciência do que estão tentando fazer e que vamos lutar e resistir contra isso”.

Para você, o que significa fazer parte da UEE?

“Significa fazer parte de uma instituição aguerrida, que luta pelos alunos de São Paulo, que organiza os mesmos para uma resistência a um governo fascista e que promove a interação dos mais variados locais do estado, afim de construir uma União Estadual cada vez maior e melhor”.

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Na foto, alguns mackenzistas que participaram do Congresso.

[Beatriz da Silva Marcelino – 2º semestre]

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