Com esse tal “novo” coronavírus por aí, como diria meu pai, o jornalista Jeremias, na coluna “Ligeiras”, no pé da última página da sua Tribuna da Noroeste, “a coisa fica preta!”. Explico: ele usava essa expressão idiomática sempre que a situação se encontrava em estado que não lhe parecia ter solução, segundo sua opinião de leigo, ao se considerar “mero redator de jornal”. É claro que jamais imaginou colocar alguém em pânico, diante de tal circunstância. Apenas a questão é que não comportava resposta certa e imediata. Melhor dizer o que dizia, ou seja, nada! Fato é que o coronavírus já andou pelo planeta causando enorme estrago e agora, quando todos o imaginavam erradicado, não é que retorna mais volátil e, dizem, mais letal, deixando de ser uma endemia para se converter numa pandemia. Na medida em que o vírus se expande com enorme velocidade e atinge mais pessoas, é evidente que um número maior de causalidades ocorram. Quando mantidos em quarentena e isolados os casos suspeitos nos locais em que ora se encontram, menor a possibilidade de transmissão do vírus. Assim, mais seguro seria o suspeito permanecer justamente onde está e lá ser tratado!

Nome de origem latina, vírus significa veneno ou toxina, e consiste em microscópicas estruturas parasitárias que dependem das células para se reproduzirem aos milhares rápida e profusamente, transformando-se em poderosos agentes infecciosos. Fora da célula o vírus é inerte, não se reproduz e não contagia. Daí o porque do isolamento e da vacinação, que tem por objetivo inocular o agente infeccioso, antes dele se infiltrar subversivamente na célula do hospedeiro.

Já a bactéria, do grego bakterion, que significa bastão, é uma célula biológica que tem, em geral, esse formato. Tem vida própria, pois, cresce dentro do organismo e se reproduz rápida e eficientemente, causando infecção, que, se não tratada a tempo e adequadamente, também é fatal. Como os seres vivos são portadores de bilhões de bactérias, de incontáveis tipos, podem eles se infectarem e igualmente a outros, até com óbvia mais frequência que o próprio vírus. Para os românticos distraídos, um simples beijo na boca pode transmitir cerca de 80 milhões de bactérias. Num único beijo!! Não faço ideia de quem fez e de como foi feita a contagem, mas tenho informação segura de que nas lágrimas e no xixi as bactérias rareiam, significando que seria mais saudável chorar e urinar do que beijar… Pode??!!


A coluna “Cronículas” nos prestigia com diversas crônicas e textos do professor emérito da Faculdade de Direito do Mackenzie Jeremias Alves Pereira Filho, que lecionou por 40 anos no Mackenzie e foi presidente do Centro Acadêmico

Postado por Rafael Almeida

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