O curso “História do Pensamento Social Brasileiro” é ministrado pelos professores do Mackenzie Júlio César Vellozo e Silvio Almeida, ambos da Faculdade de Direito. No total de oito aulas, sempre aos sábados de tarde, o programa aborda obras de grandes intelectuais brasileiros como André Rebouças, Paula Beiguelman e Ignácio Rangel. O estudante inscrito recebe um certificado do Mackenzie, além de horas na modalidade extensão. Com valores de R$ 300 reais para mackenzistas e R$ 350 para não-mackenzistas, o curso terá novas turmas em breve. Abaixo você confere a entrevista com o Professor Julio Cesar e fica sabendo mais sobre a iniciativa.

JP3 – Quando surgiu a ideia de montar um curso sobre a história do pensamento social brasileiro?

Julio Cesar – Eu e o professor Silvio Almeida somos muito amigos e temos interesses intelectuais comuns, a começar pelos estudos sobre as relações entre direito e escravidão. Dai pensamos que seria interessante darmos um curso juntos, os dois ao mesmo tempo. Pensamos que um tema interessante seria falar de intelectuais que pensaram o Brasil, gente de todos os quadrantes ideológicos. Montamos a grade e propusemos pra universidade, que apoiou prontamente.  Achamos que ia ser pequeno, porque não nos parecia ser um tema de grande interesse dos alunos. Mas nos surpreendemos: abrimos 20 vagas apenas, mas a procura explodiu: a primeira edição abriu com 90 inscritos, a segunda está acontecendo com mais de 100. Para um curso pago é algo bem legal. Ficamos muito felizes com isso.

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Professores Silvio Almeida (esquerda da foto) e Julio Cesar (direita da foto)

JP3 – Como foi a seleção dos pensadores que fizeram a base do programa?

Julio Cesar -Acho que foi uma certa mistura entre os autores que mais gostamos de estudar e aqueles que foram consagrados como os mais importantes. Temos muita satisfação em ter incluído pensadores brilhantes que são pouco discutidos, como Guerreiro Ramos, Ignacio Rangel, Clovis Moura, Jose Guilherme Merquior e Paula Beiguelman. Os alunos tem gostado dos autores e isso resultará em pesquisa. Já tem gente preparando iniciações científicas sobre esses intelectuais. Então a coisa rendeu.

JP3 – A Universidade vêm oferecendo uma boa estrutura para a realização do curso?

Julio Cesar – Sim, tivemos muito apoio. Especialmente do professor Ivan Almeida e do professor Felipe Chiarello. O Centro Acadêmico e alguns alunos individualmente também ajudaram muito divulgando o curso. Agradeço, correndo o risco de esquecer alguém, a Maria Xisto, a Quelria Ana, a Ana Pavão e a Manuela Zini, que fizeram um esforço grande de divulgar a coisa. Sem o apoio delas e de outros que não citei a coisa não teria dado tão certo.

JP3 – O curso vêm ganhando o interesse de alguns alunos que, embora não tenham tempo, querem participar. Vocês pretendem realizar mais edições? Elas serão diferentes entre si?

Julio Cesar – Sim, pretendemos, a gente se diverte muito dando as aulas, queremos continuar de alguma forma. Não sei se será no mesmo formato, aos sábados, porque isso tem impedido a gente de fazer outras coisas legais, como os grupos de estudo. Mas queremos continuar.

JP3 – Alguns alunos chegaram a pensar a possibilidade de o curso ser integrado na grade regular da Faculdade de Direito ou até mesmo como uma eletiva. O que vocês acham dessa possibilidade?

Julio Cesar – Estamos muito animados em fazer isso, transformar em uma disciplina eletiva. Já fizemos uma proposta nesse sentido. Fico feliz de saber que há esse interesse isso ajuda a coisa a se viabilizar.

Informações:

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