Por Renata Domingues Balbino Munhoz Soares

Renata Domingues Balbino Munhoz Soares
Advogada, Professora e Representante da Educação Continuada e-LLM em Fashion Law da
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Doutora em Direito Político e Econômico e Especialista em Fashion Law pelo Milano Fashion
Institute e Fashion Law Institute-NY
Coordenadora do livro “Fashion Law – Direito da Moda”, editora Almedina

Como diz Juliana Linhares, na música, “eu não posso mudar o mundo, mas eu balanço”. Esse foi o sentimento após o encerramento do Seminário Fashion Law-Mack: “A moda feita no Brasil: compartilhando regionalismo e cultura”, organizado pelo Grupo de Estudo de Fashion Law da Faculdade de Direito e do e-LLM em Fashion Law Mackenzie.

O tema central foi a importância de valorização da moda local, regional, brasileira. Como falamos na abertura do evento, a pandemia intensificou diversos movimentos na moda, dentre eles, a sustentabilidade e a valorização do que é local. Inspirado no “Made in Italy”, o movimento “Feito no Brasil” propõe que o produto “moda brasileira” seja criado com base em nosso DNA (moda raiz) e produzido no Brasil (da matéria prima ao produto final).

Com foco na moda que transforma e nos desafios da agenda ESG (Environmental, social and governance), as convidadas da Riachuelo (com quem a Pós-Graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie tem Convênio de Cooperação Acadêmico-Científica e Cultural), Valesca Magalhães e Marcella Kanner, exemplificaram ações concretas promovidas na produção e no varejo, como o projeto “Pró Sertão”. Em seguida, Mayra Montel, do movimento “Feito no Brasil”, destaca a importância da valorização do produto nacional pelas marcas e a relevância da transparência e da informação no ponto de venda.

Os Grupos de Trabalho, que se desenvolveram no período da tarde, com a mediação dos pós-graduandos em Fashion Law, foram divididos em áreas de interesse, como “Moda e Região Norte e Nordeste”, “Moda e Região Sul”, “Moda e Sustentabilidade”, “Moda e Indicação Geográfica” e “Moda e Novos Nichos de Mercado”. Temas de grande relevância foram apresentados por estudantes e profissionais de todo o país, como: Digital Fashion, Mercado de Luxo e Covid-19, Influencers, Economia da Moda, Moda Sustentável, Gastro Law, dentre outros, e sua relação com o Direito.

No encerramento, a artista plástica e professora de filosofia, Somnia Carvalho descreve seu processo criativo na exposição “Fugacidades”, que trata da relação da arte com o tempo e efemeridade da moda, especialmente, em suas obras que retratam a figura da mulher.

Se a Semana de Moda de SP começou no mesmo balanço do Webinar “A moda feita no Brasil”, foi também Ronaldo Fraga, em seu desfile, que confirmou o que aprendemos durante todo o dia do evento, ao trazer como tema de sua coleção “Terra de Gigantes” e o “Cariri Cearense”, a valorização da cultura regional do Nordeste e a moda raiz, de festas, bordado e devoção.

E o aprendizado não terminou, se exaltamos a arte em exposição no enceramento, Ronaldo Fraga exaltou a arte em seu olhar sobre os museus orgânicos (“portas abertas que projetam o passado para o futuro, estilo de vida, referências, circunstâncias”).

Como diz Ronaldo, “o mundo como conhecíamos já não há”, mas os nossos saberes devem continuar, com uma escrita da valorização das belezas de nosso país. Essa é a moda feita no Brasil! Se “eu não posso mudar o mundo, eu balanço, eu balanço o mundo…”.

Publicado por Larissa de Matos Vinhado


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