Por Ana Clara P.S.M.O.

Dando continuidade à nossa coluna de apresentação dos professores da Faculdade de Direito, a publicação de hoje é dedicada à carreira da nossa Professora Michelle Asato.

Graduada em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, a professora Michelle tem especialização em Direito Constitucional com extensão em Didática do Ensino Superior e é mestre e doutora em Direito Político e Econômico também pelo Mackenzie, tendo como foco a área do direito à educação.

Atualmente, é professora das matérias Teoria da Constituição e Direitos Fundamentais, além de Coordenadora de Pesquisa da Faculdade de Direito, membro do Colegiado do Curso de Direito e, no âmbito da Universidade, vice-coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo seres humanos e membro do comitê executivo de pesquisa da UPM.

Falando em pesquisa, essa é uma das áreas de maior interesse e atuação da Profª Michelle, que lidera o grupo de pesquisa CNPq “CriaDirMack: o direito à vez e à voz de crianças e adolescentes” e é vice-líder do grupo de pesquisa “Políticas Públicas como instrumento de efetivação da cidadania”. Além disso, atua como pesquisadora em diversos projetos de pesquisa, bem como orienta projetos de iniciação científica e TCC. É avaliadora de periódicos nacionais na área jurídica e membro do conselho editorial de editoras e revistas.

É, ainda, pesquisadora nos grupos de pesquisa CNPq “Estado e Economia no Brasil” e “Direito à Educação e Constituição”, membro consultora da Comissão de Direitos Infanto-juvenis da OAB/SP, membro do IBDCRIA – Instituto Brasileiro dos Direitos da Criança e do Adolescente -, e, fora do âmbito acadêmico, é servidora na Justiça Federal de São Paulo.

Também pela relação com os grupos de estudos e pesquisa e da coordenadoria, faz parte da organização da maioria dos eventos da Faculdade, e divulga diversas informações importantes em suas redes sociais para que os alunos não percam nenhum detalhe.

A partir de suas experiências acima listadas, suas linhas de pesquisa têm como principais focos o direito constitucional, políticas públicas, educação e direito da criança e do adolescente. Para quem se interessa por essas áreas e se espelha na produtividade da Profª Michelle – inclusive aqueles que sonham em seguir na área acadêmica -, não deixe de acompanhá-la nas redes sociais, através das quais costuma compartilhar muitas dicas e oportunidades, sempre muito querida e atenciosa com os alunos!

Tais temas são também o foco de sua produção acadêmica, através de artigos, projetos e livros. Aqui merece destaque sua obra utilizada de apoio à disciplina chamada “Teoria da Constituição: a formação do Estado Constitucional e o constitucionalismo brasileiro” parte da coleção “Conexão Inicial” da Editora Mackenzie. De acordo com a própria professora, esse livro se destina ao apoio de alunos no início do curso e ajuda bastante como guia de estudos. 

Vale ressaltar também o lançamento de seu livro em homenagem aos 30 anos do ECA, que se dará ainda no primeiro semestre deste ano e, nas palavras da Profª, “ficou incrível”!

Para completar essa matéria, o JP3 fez uma entrevista com a Professora Michelle. Confira abaixo!

JP3: Quais são exatamente suas funções como coordenadora de pesquisa e vice-coordenadora do comitê de ética?

PROFª MICHELLE: Na coordenação de pesquisa, além de representar a Faculdade de Direito no âmbito da Pró-Reitoria de Pesquisa, estreitando os laços da Unidade com a Universidade e disseminando informações e regras para a pesquisa, também sou responsável pela análise das atividades de pesquisa desenvolvida pelos alunos visando a atribuição de horas como atividades complementares, auxílio os professores na gestão da pesquisa em suas atividades acadêmicas, eventos de pesquisa, bem como coordeno a atividade do TCC, desde a designação de orientadores até a homologação do resultado das bancas finais de apresentação.

No comitê de ética em pesquisa envolvendo seres humanos, a coordenadora e eu dividimos as tarefas de gestão do comitê, atendendo também os pesquisadores e participantes de pesquisa que tenham dúvidas quanto aos projetos, bem assim emitimos os pareceres consubstanciados que integram todos os pareceres emitidos pelos membros do comitê, advertindo que todas as pesquisas, exceto as de opinião pública, que comportem relação direta com seres humanos (incluindo entrevistas e questionários) devem ser aprovadas pelo comitê de ética em pesquisa da instituição em que é realizado, em cumprimento às normativas da CONEP/MS.

JP3: O ano de 2020 forçou adaptações que nunca imaginamos e nos mais diversos setores. Quais foram as principais adaptações como professora e como coordenadora? Isso afetou o seu método de preparação das aulas?

PROFª MICHELLE: Muito, tudo foi afetado! Pra mim, enquanto professora,  a maior dificuldade foi a falta de interação que o contato presencial permite. Assim, foi preciso repensar a forma de participação dos alunos comigo e com os demais colegas, de forma que incluí novas atividades para diversificar a avaliação. No âmbito da coordenação, foi preciso rapidamente adaptar a análise dos requerimentos para o formato digital e promover também atendimentos virtuais, ampliando os meios de comunicação.

JP3: Como foi a sua primeira experiência dando aula? Alguma dica para os alunos que querem seguir a área acadêmica?

PROFª MICHELLE: Eu comecei como assistente docente do Professor Felipe Chiarello e fui aos poucos me aproximando das atividades acadêmicas, pois as atividades do professor vão muito além da sala de aula. Estar na sala de aula renova as minhas energias e sempre fico muito ansiosa para conhecer uma nova turma. O conselho é sempre estudar bastante. Na graduação, participar de atividades de monitoria e já no mestrado, do estágio docente.

JP3: Falando um pouco sobre pesquisa, o que despertou seu interesse nessa área e quais são, na sua opinião, os maiores desafios de um pesquisador atualmente?

PROFª MICHELLE: A pesquisa surgiu como uma paixão que depois que chegou não foi mais embora. A possibilidade de eternizar as suas ideias, de procurar novas soluções para problemas jurídicos e sociais que nos afligem, entender a fundo sobre determinado assunto é incrível. A dificuldade está na falta de incentivo público para financiamento das pesquisas, bem assim, em algumas áreas, a descrença da sociedade nos resultados obtidos pela ciência a partir das pesquisas.

Publicado por Ana Clara P.S.M.O.


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