Desde 23/10, a Academia de Letras dos Estudantes da Universidade Mackenzie (ALEMack), instituição fundada em 1956, passou a ter uma coluna semanal no JP3. Toda segunda-feira, um acadêmico publicará um texto abrindo os trabalhos da semana. Hoje, o JP3 publica o texto de Felipe Pereira Gallian, aluno da Faculdade de Direito do Mackenzie que ocupa a cadeira nº. 27 (Patrono Miguel de Cervantes Saavedra). Saiba mais sobre a ALEMack clicando aqui e curta a página no Facebook (aqui).

 

O país dos leitores

Felipe Pereira Gallian

Um dia desses, navegando pela internet, me deparei com uma reportagem que indicava o ranking dos países em que mais haviam leitores. Após algum tempo procurando, encontrei o Brasil entre os últimos colocado. Porém, os dados de um infográfico anexo já demonstravam uma significativa evolução ao longo dos anos em nosso país, que ganhava cada vez mais leitores.

No dia seguinte, me surpreendi ao ver o nome de Fiódor Dostoiévski nos Trend Topics do Twitter no Brasil, e então fui buscar a origem do assunto que destacou o autor russo nas redes sociais. No final, tudo surgiu de um comentário de um internauta que desprezava as obras literárias de diversos autores exaltava que Dostoiévski representava a “verdadeira literatura”. Não é esse tipo de leitor que o país necessita.

A literatura, por mais que possua seus diversos estilos, escolas, e autores, não segue classificações exatas. O que pode ser um livro maçante e cansativo para um, pode ser a inspiração e o êxtase de outro. A literatura não se mede com o tempo, com a idade do autor ou da autora, ou ainda, a época em que escreveram não ditarão a qualidade do romance. São estigmas como estes que colocam o Brasil na “zona de rebaixamento” do ranking dos leitores. Porém não vamos desanimar! Os dados demonstram que na última década o número de leitores no país duplicaram e cada vez mais vem aumentando. Que continue assim, pois assim como falou Gabriel Garcia Márquez: “O dia em que os homens andarem de primeira classe e os livros no compartimento de carga, o mundo estará perdido!”.

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