Grupo de arbitragem que colocou o Mackenzie como a melhor universidade brasileira e entre as oito melhores do mundo no mais importante campeonato internacional começa a expandir suas atividades

Assistir o vídeo em que a Universidade Presbiteriana Mackenzie é anunciada como uma das oito finalistas do Willem C. Vis International Commercial Arbitration Moot chega a arrepiar. A competição acadêmica internacional de arbitragem e direito comercial, tida como a principal e maior do tipo, contou em sua 24ª edição com 343 universidades de todo o mundo e é realizada em Viena anualmente.

Fundado em 2010, o GEAMack – Grupo de Estudos e Pesquisa em Arbitragem da Universidade Presbiteriana Mackenzie participa da competição desde seu ano de fundação e, nesta última edição, ficou entre as oito melhores universidades do mundo, tendo a honra de ser a portadora da bandeira brasileira até às quartas-de-final.

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O time mackenzista, composto por mais de 10 alunos, contou com a participação dos estudantes Gustavo Bosoni e Jessica Banfield como representantes do Mackenzie na fase oral em Viena, e com a ajuda dos advogados mackenzistas, e ex-mooties, Fernanda Dias de Almeida e Lucas Evaristo dos Santos, bem como o apoio dos Professores Ronaldo Vasconcelos e Luiz Fernando Kuyven.

Além da conquista trazida para o Mackenzie, a competição proporciona aos alunos oportunidades de crescimento incríveis. “Participar do Moot rendeu-me muitas conquistas. Quebrei barreiras pessoais que me possibilitaram crescer principalmente acadêmica e profissionalmente. O aprendizado, agregado à experiência internacional, é único e inestimável”, disse Jessica Banfield, oradora de mérito do Mackenzie e já veterana do GEAMack que, em exemplo de dedicação, focou toda a sua experiência em atingir o melhor resultado possível para o Mackenzie.

“Foi uma experiência única, que jamais esperava ter na graduação. Ela permitiu que tivesse contato com assuntos, pessoas e ambientes completamente novos e que me proporcionaram crescimento pessoal, acadêmico e profissional inesperado”, disse Gustavo Bosoni, orador de jurisdição do Mackenzie e novato revelação que assumiu a tarefa hercúlea de entrar no GEAMack em seu último ano da graduação.

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A ex-mootie e hoje membro da coordenação do GEAMack, Fernanda Dias de Almeida, aponta que “ser coach é uma experiência incrível. Você tem a oportunidade de ajudar um aluno a enxergar seu potencial, atuar com ele de uma forma mais personalizada e de transferir a ele tudo o que você aprendeu já advogando e quando era mootie. A evolução dos alunos é sempre muita rápida e surpreendente e, como coach, você aprende com eles tanto quanto eles aprenderam com você. É a maior alegria de um ex-aluno que, como eu, está no grupo desde sua fundação ter a oportunidade de participar do dia-a-dia desses alunos incríveis e que estão representando o Mackenzie cada dia melhor.”

“Ser coach de uma equipe no Vis é exercer um papel de coadjuvante em um filme. Ainda que não seja o papel principal, a experiência e o conhecimento do coach combinados com a dedicação e empenho dos participantes leva a um resultado muito positivo. No entanto, a maior satisfação que se tem ao exercer essa função no Vis é, ao final da competição, ver que as pessoas que lá atrás eram apenas alunos com a vontade de aprender, se tornam verdadeiros advogados capazes de defender um caso complexo com afinco e conhecimento suficientes para deixar alguns advogados de fato para trás”, disse Lucas Evaristo do Santos, advogado que coordenou o time nos assuntos de jurisdição esse ano.

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O resultado inédito, obtido após trabalhosos sete anos, é consequência de uma iniciativa que merece atenção. O GEAMack foi criado por estudantes, entre eles Ricardo Dalmaso Marques, Aline Dias, Giovani Ravagnani e Ivan Iegoroff de Mattos, com o intuito de cultivar a prática da arbitragem no Mackenzie. “De forma orgânica, os então alunos decidiram se juntar para fomentar a cultura de Arbitragem no Mackenzie. Desde então, o GEAMack segue a mesma lógica: dos alunos para os alunos. Todos os projetos já realizados pelo grupo nascem, se desenvolvem e são implementados nessa sistemática.”, esclareceu Giovani Ravagnani.

Hoje, o GEAMack passou a representar a importância da atuação conjunta entre alunos, antigos alunos e professores, e é símbolo da relevância da dedicação às atividades extracurriculares em razão dos significativos benefícios oferecidos aos alunos.

Além da Willem C. Vis International Commercial Arbitration Moot, o grupo também participa, desde da primeira edição, da Competição Brasileira de Arbitragem Petrônio Muniz – CAMARB e, mais recentemente, da FDI – Foreing Direct Investment Internacional Arbitration Moot.

Segundo o próprio grupo, “os trabalhos realizados no GEAMack têm se mostrado de grande valia não apenas no âmbito acadêmico, mas principalmente no âmbito profissional, servindo de porta de entrada para os alunos da Faculdade de Direito do Mackenzie em grandes escritórios de advocacia e estabelecendo uma grande rede de contatos no meio arbitral”.

No mesmo sentido, segundo o advogado Lucas Cazarim, que participou das competições acadêmicas quando estudante e hoje atua como coach do GEAMack e trabalha com arbitragens nacionais e internacionais, “o mercado enxerga a experiência dos alunos em competições acadêmicas como um diferencial de peso, pois sabem que elas exigem uma carga de estudo profunda, além de desenvolverem uma série de habilidades fundamentais para construção de um profissional mais completo. Além da tradicional escrita, também são exigidas o domínio de habilidades orais, de raciocínio estratégico, trabalho em equipe, domínio do inglês, capacidade de improvisação e de atuar sob pressão, revelando, portanto, verdadeiros talentos desde cedo e de forma muito mais rica do que em uma entrevista de emprego”.

Na realidade, a proposta do GEAMack está alinhada com a estratégia de revolução do ensino que o Diretor da Faculdade de Direito do Mackenzie, Prof. Dr. Felipe Chiarello, está motivado a implementar no Mackenzie com a inclusão de clínicas jurídicas no currículo regular. Em entrevista concedida à Carta Forense no início de setembro, o Diretor expôs que tal modelo é adotado nas melhores universidades do mundo, e é responsável por fomentar trabalho em equipe e empatia, em conjunto com a aplicação prática dos princípios e conceitos do direito aprendidos em sala de aula.

Para o professor Ronaldo Vasconcelos, coordenador do GEAMack, “os projetos do GEAMack se encaixam perfeitamente na nova metodologia que está sendo trazida pelo Diretor no currículo da Faculdade de Direito, principalmente por meio de sua iniciativa de implementação das clínicas jurídicas, uma vez que trazem a atuação dos alunos para o primeiro plano, colocando-os como agentes ativos e responsáveis pela solução de problemas, os quais deverão ser resolvidos por meio de trabalho em equipe”.

A possibilidade de integrar as atividades acadêmicas e profissionais fez com que o GEAMack pudesse contribuir diretamente na internacionalização do Mackenzie. Por meio dos contatos estabelecidos nos eventos internacionais, foi firmado convênio entre o Mackenzie e a Swiss International Law School, dando início a regulamentação da oferta de um curso de pós-graduação, com dupla titulação, intercâmbio de professores e alunos, além de pesquisas conjuntas.

A criação de uma cultura de estudo e competição sobre a arbitragem também trouxe o desafio da execução de outras atividades. Com isso, o GEAMack organiza cursos de extensão em arbitragem, incentiva o desenvolvimento da produção científica sobre o assunto e idealizou o concurso de monografia sobre a reforma da Lei Brasileira de Arbitragem. Recentemente, lançou o projeto “Raio-X do Judiciário”, discutindo temas atuais sobre a arbitragem no Brasil, contando com a adesão em massa dos estudantes.

Para conhecer mais sobre o grupo e participar, entre em contato pela página do Facebook (facebook.com/geamackteam), onde você pode assistir o vídeo mencionado no início da matéria e checar todas as atividades em andamento, ou contate o professor Ronaldo Vasconcelos.