A Pequena Sereia: Um mergulho contra o Racismo Estrutural

Prepare-se para mergulhar em um conto de fadas que vai além do encantamento. O mais novo sucesso da Disney, “A Pequena Sereia”, recebeu um live-action à altura da contemporaneidade. O clássico conta a história de uma sereia que, para explorar o mundo acima das águas e conquistar um príncipe, faz um acordo com uma bruxa do mar, trocando sua bela voz por pernas humanas. Ao estrelar uma protagonista fora dos padrões dos filmes de conto de fadas, a obra cinematográfica lança luz sobre a importância da representatividade. 

A escolha de Halle Bailey, uma talentosa atriz negra, para o papel principal da sereia Ariel foi um marco significativo na história da Disney, desafiando, assim, estereótipos raciais e dando espaço para que mais crianças se identifiquem com a personagem. Ao proporcionar uma representação mais diversa e inclusiva, o filme contribui para a desconstrução do racismo estrutural que permeia nossa sociedade.

Além de Halle, o longa conta com um elenco talentoso que inclui atores negros em papéis de destaque. Isso demonstra alinhamento com um tema tão importante e recorrente, além da preocupação em trazer diferentes vozes e perspectivas para o cinema, ampliando o espaço para atores negros e destacando sua excelência artística. Essa abordagem é essencial para afastar a discriminação racial sistemática, que historicamente tem marginalizado e subrepresentado pessoas negras nas produções cinematográficas.

Embora seja um conto de fadas fantástico, não podemos ignorar as implicações sociais que a história carrega. Ao associar as discussões sobre racismo estrutural, o filme oferece uma oportunidade de diálogo com o público sobre questões pertinentes ao nosso tempo. Através da arte e do entretenimento, é possível abordar temas complexos de forma acessível, promovendo a conscientização e a reflexão crítica.

A representatividade no cinema desempenha um papel crucial na quebra de padrões prejudiciais e no empoderamento de comunidades marginalizadas. Ao trazer uma protagonista negra para o centro da história, o live-action contribui para a construção de uma narrativa mais inclusiva e equitativa. Isso é especialmente relevante para as crianças que se espelham em personagens de filmes e desenvolvem uma percepção de si mesmas e do mundo a partir dessas referências.

O longa, lançado em 25 de Maio nos cinemas, que já arrecadou mais de 400 milhões de dólares em bilheteria, cria um debate, a partir da arte, acerca de um tema pertinente e delicado, englobando a questão da representatividade e do racismo. Em cartaz nos cinemas até o fim de julho, o filme é uma ótima opção de lazer para curtir com a família inteira.

Por Sophia Otero


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