Cadê a minha voz?

Por Maria Lopes

Na nossa vida acadêmica e profissional, ao participar de eventos e palestras, nos deparamos com diversos profissionais especialistas em áreas que nos chamam a atenção. Mas quantas dessas pessoas são publicamente assumidas LGBTQIA+? Quantas dessas pessoas são trans? Quantas delas são mulheres negras? Homens negros?

Muito se fala, já há um tempo sobre o tal do “lugar de fala”, termo esse que foi parar nas redes sociais em tamanha proporção que acabou se tornando alvo de zoações, e hoje exige-se que ao se falar de mulheres, tenha uma mulher presente, ao se falar de pessoas trans, tenha uma pessoa trans, e assim por diante.

Mas, questiono aqui: porque  quando se fala de um tema técnico não se tem pessoas de grupos minoritários como referência dessas áreas também? Por fazer parte de um grupo minoritário só terei voz quando for para falar sobre esse grupo? 

Historicamente, pessoas de grupos minoritários passaram a ocupar espaços acadêmicos só muito tempo depois dos os homens brancos cis heteros, o que “justificou” essa ausência por um certo tempo. Mas passados tantos anos, com tantas pessoas incríveis trabalhando e se tornando especialistas nos mais variados temas, não há mais justificativa.

Enquanto alunos de uma instituição como o Mackenzie, nós, integrantes de grupos minoritários, temos a liberdade e o direito de escolher a área que mais nos interessarmos e crescer nelas. Cobrando representatividade sempre!

Se você gostou desse assunto e quer saber mais sobre ele, incluindo a visão de uma professora da UPM que enfrentou diversas dificuldades para pesquisar sendo mulher, assista a live que fizemos no instagram do coletivo (@coletivocassadrarios) com a Professora Patrícia Bertolin.

Publicado por Vitória Cruz

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