Por Ana Clara Morandi e Larissa Sousa

Com diversas obras publicadas, podemos dizer que o Professor Doutor Adriano Cezar Braz Caldeira é, sem dúvidas, uma das joias da docência do Direito Mackenzie. Porém, não é somente devido às suas inúmeras conquistas acadêmicas que os alunos saem de suas aulas inspirados, mas também devido ao seu carinho, humor e humildade.

O Professor Caldeira é o tipo de professor que se coloca em pé de igualdade com os alunos e fica mais do que feliz de compartilhar seu conhecimento adquirido por anos. Nas aulas online ele se esforça para divertir os alunos e ainda assim não sai do foco do aprendizado.

É devido ao imenso apreço de seus alunos que o Professor Caldeira foi chamado para essa entrevista com o Jornal Prédio 3. Foram feitas perguntas que dizem respeito à sua vida pessoal e profissional. As respostas foram dadas com muito carinho e disposição, então esperamos que vocês gostem!

1) O senhor acredita que os meios alternativos, como a mediação e a conciliação, tendem a ganhar mais espaço na resolução de conflitos? Durante a pandemia, houve um aumento da procura por estes meios alternativos?

Resposta: Não tenho dúvidas de quem sim. O uso da conciliação e da mediação vem ganhando cada vez mais espaço tanto na busca por solução de conflitos entre pessoas físicas, quanto nos casos envolvendo pessoas jurídicas. Esse crescimento se deve a uma maior consciência das pessoas e dos empresários de que a solução rápida e efetiva do conflito não passa necessariamente pelo Poder Judiciário. Além de maior efetividade, decorrente do fato de que a solução para o conflito nasce do entendimento construído entre e, sobretudo, pelas próprias partes envolvidas, a solução dos conflitos por meio da conciliação e da mediação tende a um custo geral menor do que aquele despendido em um processo judicial.

Durante a pandemia, houve sensível crescimento na busca por estes meios em todo país, o que se deve, acredito, a múltiplos fatores, especialmente ao fechamento das atividades físicas do Poder Judiciário e a ampliação na utilização dos meios eletrônicos para realização das sessões de conciliação e mediação, além de uma maior disposição dos conflitantes em encontrar uma rápida saída para o conflito. 

2) Considerando as matérias que o senhor leciona no Mackenzie e a sua experiência profissional, o senhor entende que a faculdade de Direito prepara, efetivamente, os alunos para a dinâmica dos escritórios de advocacia, principalmente para área do contencioso cível?

Resposta: A minha experiência como docente de cursos de graduação se restringe ao Mackenzie, onde tenho a grata honra de lecionar desde 2006. Não tenho dúvida de que nossos alunos são, adequados e profundamente preparados para atuar na prática jurídica. O Mackenzie tem uma especial preocupação em preparar seus alunos, não só em relação ao conhecimento teórico, fundamental para ofertar ao aluno e futuro profissional, uma necessária autonomia, mas sobretudo, para a realidade prática da profissão. Nesse sentido, o trabalho desenvolvido pelo núcleo de prática jurídica tem se mostrado fundamental, assim também as Clínicas, que permitem ao aluno enfrentar situações reais da vida jurídica. 

3) Professor, você sempre soube que queria cursar Direito? Como você se sentia, como aluno, em seus tempos de faculdade? Que dicas você daria para os recém-ingressados na faculdade de direito?

Resposta: Não, durante o curso de direito, nunca passou pela minha cabeça que viesse a ser professor, menos ainda de uma Universidade como o Mackenzie, internacionalmente conhecida e admirada. Na verdade, meu início na vida acadêmica se deu por acaso, quando na pós-graduação fui levado a apresentar um trabalho, ali nasceu de imediato minha paixão, não só pela sala de aula, mas pela própria de vida acadêmica. Ainda na condição de aluno, tive muita dúvida se realmente era aquilo que queria para minha vida, dúvida esta que foi desaparecendo na medida em que o curso se aproximava do fim. Como dica, sugiro que o aluno mergulhe profundamente no estudo do direito, mas não do direito como conjunto de regras, de mera legalidade, mas sim no direito como Instituto de transformação de realidade sociais, assim verá que esse direito tem muito a oferecer, a você e à sociedade. 

4) O que você considera sua maior conquista? Como se manteve motivado durante os tempos de pandemia? Se pudesse deixar um recado, dica ou conselho para seus alunos, qual seria?

Resposta: Minha maior conquista não está no direito, mas dentro do meu lar, minha família. Minha esposa, Marília, mackenzista, meus filhos, João Pedro e Bernardo, a eles dedico minha vida, meu trabalho, meus sonhos, minhas conquistas, que são devidas a eles também. Durante a pandemia, tenho buscado e, especialmente encontrado forças exatamente na convivência que tenho tido com eles, mas também com meus alunos. Sabendo que não tem sido fácil para ninguém, procuro transformar as aulas em momento de alguma descontração, ouvindo uma música no início das aulas, com algum momento de bate-papo durante a aula, obviamente sem perder o foco naquilo que temos de aprender. Uma dica? Seja leve, nem sempre é fácil, porque a vida é dura, mas é possível, se cair e, certamente cairá muito, levante-se e siga.

Publicado por Larissa Sousa


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