[Beatriz da Silva Marcelino – 2º semestre]

 

O desmatamento e as queimadas na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, ganharam repercussão internacional, especialmente após o céu de São Paulo, a maior metrópole do país, ter escurecido na segunda-feira, dia 19 de agosto de 2019, devido às condições climáticas e à fumaça das queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste do país.

Apesar de ter leis ambientais rigorosas, o Brasil tem grande dificuldade para aplica-las, tendo em vista o tamanho do território do país e a falha na fiscalização, a qual se tornou ainda mais precária desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência. Segundo Márcio Astrini, coordenador de políticas públicas do Greenpeace, houve uma redução de 30% das operações de combate ao desmatamento pelo Ibama desde o começo do ano.

Além disso, a Alemanha e a Noruega, países europeus que financiavam aviões e equipamentos que são usados para combater as queimadas por meio do Fundo Amazônia, anunciaram recentemente a suspensão da ajuda financeira para o projeto que tem como objetivo a conservação ambiental. Essa decisão foi motivada pela indiferença demonstrada pelo governo em relação as questões ambientais.

Ademais, em meio aos territórios indígenas sendo atingidos pelas queimadas e os discursos do governo que se exime de qualquer responsabilidade, outra polêmica que ganhou destaque foi a exoneração do físico Ricardo Galvão do cargo de diretor do Inpe. Criticado por Bolsonaro, Galvão perdeu o cargo após a divulgação de dados que verificam o aumento do desmatamento na Amazônia.

Antes da fumaça se alastrar até São Paulo, a questão do desmatamento e queimadas na Floresta Amazônica era ignorada, salvo pelos habitantes de regiões próximas a focos de incêndios. Talvez, após o episódio de segunda-feira, a população brasileira perceba que destruir a natureza em nome da riqueza e do desenvolvimento somente gera desgraça e sofrimento.

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