Por Thais Lima

Em janeiro de 2017, estudantes de Direito, buscando unir pontos convergentes entre o Direito e Filosofia, criaram uma plataforma que hoje conta com mais de 3 mil visualizações por matéria.

A empreitada foi comandada por Johnny Gustavo Clemes Jr, Luiz Guilherme Martins Castaldo Picarelli Guimarães, Gabriel Freitas Alves dos Santos, da FGV e Leonardo Di Gianni, da PUC/SP.

O site www.filosofias.com.br foi idealizado buscando atender tópicos relacionados com Filosofia, Direito, Economia e até o cenário político nacional, relacionando as matérias com acontecimentos recentes. Os idealizadores do site concederam uma entrevista ao JP3 contando um pouco do caminho que tomaram para idealizar o site.

JP3: Como surgiu a ideia de criar o “Filosofias”?

Luiz: O “Filosofias” surgiu da nossa página no Facebook “Provocações BR”, que já possui 250 mil seguidores. Percebemos que as pessoas buscam por conteúdo ligado a filosofia e pensamentos no Facebook. Percebemos uma janela de oportunidade para criar um portal com credibilidade acadêmica, conceitual e com fact checking, a fim de consolidar um bom portal informativo. Surgiu com um compartilhamento de um vídeo do Cortella que atingiu 46 milhões de usuários no Brasil, mas queríamos criar nosso próprio conteúdo, daí surgiu a ideia do site.

JP3: Quais os principais temas discutidos no site?

Luiz: Filosofia aplicada à realidade: como os conceitos da filosofia conjunturais se aplicam com a realidade sob diversas óticas de interpretação.

JP3: Como estudantes de Direito podem aproveitar a plataforma de vocês?

Gabriel: Eu acredito que de um modo geral a plataforma pode ser aproveitada como um instrumento que instiga o debate, a busca pelo conhecimento. Pensando nesse sentido, a plataforma pode servir como um mecanismo que aproxima as pessoas da língua jurídica. Acredito que o Direito possua um grande obstáculo que o separa da sociedade em geral, sendo esta barreira o jargão jurídico. Assim, a função de plataformas que trazem discussões deste mundo é justamente familiarizar o público com essa linguagem. Mesmo para estudantes de Direito essa aproximação é necessária. Existem diferentes áreas com diferentes conceitos, diferentes normas, diferentes entendimentos e etc. Não há como saber tudo sobre Direito e, portanto, nossa plataforma pode ser entendida como uma forma de propor algumas discussões que levem até estudantes de Direito que se julguem bastante familiarizados com o “juridiquês” a refletir sobre o Direito. Nossa pretensão não é oferecer respostas a grandes problemas jurídicos, até porque, mesmo com o pouco contato que tive com o Direito, posso dizer que não existem respostas certas e, portanto, a reflexão é o ponto mais importante para o desenvolvimento desta ciência.
Bom, falando um pouco sobre a filosofia, acho que ela e o Direito caminham muito juntos. Essa vitalidade da reflexão, do questionamento é um ponto de intersecção entre as duas áreas. Assim, a plataforma tenta propor discussões filosóficas que levem o público realmente a pensar sobre algum ponto.

JP3: Falando em realidade da conjuntura do país, a matéria sobre a greve dos caminhoneiros foi bastante elogiada. Como vocês acreditam que podemos relacionar temas atuais com conceitos e entendimentos da filosofia?

Luiz: Vamos analisar isso por duas maneiras. A gente pode analisar da maneira conjuntural, filosófica e normativa. Primeiro eu acho importante ressaltar o direito à greve, que ela é importante como questão democrática, porém, no caso dos caminhoneiros, como havia um boato correndo sobre locaute e sobre algumas outras implicações que são, também, importantes para análise sociológica dos acontecimentos que influenciam tanto no direito, como na realidade, como na perspectiva que a gente constrói sobre as coisas; é importante analisar o prejuízo para a sociedade, para a economia e para o PIB, porque essas coisas não podem ser analisadas de maneira separada. Para você ter uma visão ampla da realidade, é necessário o conhecimento das ciências sociais, da filosofia, do direito, do seu contexto, do contexto do outro, do terceiro, do quarto, do quinto… De quem se envolve e se entrelaça nessa questão. É por essa perspectiva que a gente tentou construir o artigo: para contemplar o caminhoneiro, o cidadão que não é caminhoneiro e também o empresário, o político, todos os agentes que se envolvem na questão em que a gente aborda, ligando isso à filosofia e o direito.

A ideia agora é convidarem pessoas para escreverem artigos para nós voluntariamente para expor opinião, para ganhar, talvez, algum repertório na filosofia, recomendarmos bibliografia e diversas outras coisas que possamos trazer para enriquecer o conteúdo do site, que é extremamente importante.

JP3: Quais são os próximos passos do site?

Luiz: Temos metas definidas para construir um site com credibilidade acadêmica e fact checking, prezando pela qualidade de informação para atrair o público.

Johnny: Sim! Inclusive uma das coisas mais interessantes será a constante publicação de resumos da nossa grade curricular lá do Mackenzie.

 

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