Desde 2017, a Academia de Letras dos Estudantes da Universidade Mackenzie (ALEMack), instituição fundada em 1956, passou a ter uma coluna semanal no JP3. Toda segunda-feira, um acadêmico publicará um texto abrindo os trabalhos da semana. Hoje, o JP3 publica o texto de Guilherme Vieira da Silva, aluno da Faculdade de Farmácia Mackenzie que ocupa a cadeira nº. 35 (Patrono Castro Alves). Saiba mais sobre a ALEMack clicando aqui e curta a página no Facebook (aqui).

“Laços de quebrada, laços inquebráveis”

Guilherme Vieira da Silva

 

A Thalita Brito Freire

A Marcella Cunha

E a todos os laços hipoegocêntricos desse mundão

Instabilidade econômica e política, debates, embates e combates. Discursos tão requintados e melífluos aos ouvidos, dignos de alunos atenienses de oratória. Ódio pingando das presas feito sangue após bote em frágil presa. Tudo rápido, velocistas em seus dias e diários, não param e observam, muito menos abraçam. Tudo depressa, feito às pressas, nem mesmo o sexo escapa, não interessa. Eu só paro. Da janela do quarto e o tapete de prédios quadriculados me faz lembrar: o aperto dos abraços é o que me faz dançar perto da sanidade. Blá, blá, blá. Alegorias de primeira categoria que não enchem barrigas, exatamente o contrário, inflam o ego de pessoas vazias. Olha ao lado e olha nos olhos, segura nos braços de quem realmente está. De corpo, alma, paixões, dores. Que queira lhe ouvir e lhe entender nesses tempos de intempéries diárias. Um refúgio, um alívio, um ouvido amigo. Os versos que seguem que nos sigam, que os laços inatos sejam torrenciais pra além das gotas de lágrimas de orvalho.  E o resto deixa pra lá.

“Não fuja das origens

Quebradas, emoções”

Cara emburrada, barriga vazia 
E o abraço não desapertava 
Crianças crescidas dividindo marmitas 
Divino é o amor que grita inaudível 
A foto sem câmera, o prazer sem toque
Batuque do samba pandeiro explode

Todo mundo quer falar

Todo mundo quer falar

Todo mundo quer falar

Ninguém quer ouvir

Eu não vou gritar

Eu não vou espernear

Não vou maltratar vossos ouvidos

Minha voz vai suave em todo abraço

Em tom de abraço

Papo de incentivo

Dividindo coberta, carotenoides

Nas ruas da Cidade Sorridente

Fazendo fumaça com a mente

Celulares despencam, não valem a pena

Nas bolsas de valores os amores, os nossos, sobem

Sóbrios do que nos querem embriagar

Mãe sem tamanho a maneira que se mantém maravilhosa

Nosso padrão é ser o desvio padrão

Nosso padrão é prato cheio de feijão

É riso desconhecido que já se ri

É o vinho barato antecedendo o que está por vir

Se sentir se sentir se sentir

Não se sente contente por preferir amar a imitar gente que mente?

Será utopia ou realidade?

Tiradentes

É o nome da Cidade!

1798859_10202231008928085_840807324_n