O Coletivo Feminista Leolinda Daltro foi criado dia 21 de agosto de 2017 por estudantes da Faculdade de Direito do Mackenzie com o objetivo de lutar por um ambiente mais igualitário e seguro para as mulheres. Apesar da existência de uma Frente Feminista dentro do campus mackenzista, as pautas de cada curso podem se tornar um pouco distantes, o que gerou a necessidade de criar um coletivo com o foco nas questões do específicas do curso de direito.

A primeira grande ação do Coletivo foi feita um pouco antes dos tradicionais Jogos Jurídicos Estaduais de 2017, com a gravação de um vídeo de conscientização do público universitário sobre os diversos tipos de abusos que acontecem durante Jogos. A iniciativa conta com 40 mil visualizações no Facebook, um resultado surpreendente, em especial considerando que o coletivo havia sido criado há apenas um mês.

Durante os Jogos Jurídicos, as mulheres integrantes do Leolinda Daltro utilizaram fitas roxas (cor que simboliza o movimento feminista) em seus braços, cuja finalidade era de identificação e representação de apoio para as outras mulheres que estavam presentes no evento. Além das fitas, houve a criação de uma Comissão Especial contra as opressões fundada pelas Atléticas de todas as Faculdades em parceria com a empresa organizadora dos Jogos. As integrantes do Leolinda Daltro também participaram ativamente dessa iniciativa com o uso de coletes e rondas durante as festas e arena.

Vale ressaltar que atualmente o Coletivo está ingressando em mais uma grande ação contra as opressões, desta vez em parceria com a comissão de formandos do décimo semestre do Direito-Mack (“Artigo 5º”), em conjunto com a empresa U.F.O. Além do Leolinda Daltro, todos os coletivos da Universidade, o Afromack, LGBT, e a Frente Feminista foram convidados para em conjunto com a empresa criarem uma tenda de apoio nos locais das festas realizadas pela Comissão. A iniciativa consistirá em fiscalização, rondas e amparo para qualquer pessoa que eventualmente venha a sofrer qualquer abuso, preconceito ou violência, tanto verbal como física.

Além de projetos específicos, o Coletivo organiza reuniões para discutir pautas e temas atuais, expondo situações ocorridas dentro e fora do campus. O objetivo, ao fim, é ajudar as mulheres a construírem um ambiente que proporcione o acolhimento e apoio a todas as alunas do curso de Direito do Mackenzie.

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Série “Coletivos”:

Leia também a entrevista com o Coletivo Afromack (aqui), a Frente Feminista Mackenzista (aqui) e o Coletivo LGBT (aqui).