Nos últimos anos, a Universidade Presbiteriana Mackenzie foi palco de uma primavera de novos coletivos estudantis em diversas áreas. As iniciativas, apesar de não serem uma novidade no contexto e em uma análise histórica da Universidade, se apresentam desta vez com uma estrutura e uma voz mais consolidada, a fim de pautar assuntos muitas vezes marginalizados dentro do campus.

Nessa série de entrevistas especiais realizadas pelo Jornal Prédio 3 – JP3, você confere um bate papo com quatro dos coletivos mais influentes dentro do Mackenzie, muitos deles encabeçados por estudantes da Faculdade de Direito. Hoje, você confere a entrevista com o coletivo Frente Feminista Mackenzista.

JP3 – Quando o coletivo foi fundado no Mackenzie?

FFM – O Coletivo foi fundado em 2015, por algumas alunas que viram a necessidade de criação de uma Frente Feminista no Mackenzie, vez que não existia, mas, infelizmente, os casos de machismo de alunos e professores eram e são altíssimos.

JP3 – Qual o objetivo do Coletivo?

FFM – O Coletivo tem por objetivo difundir o feminismo no ambiente universitário, ambiente este que é um local de aprendizado e desconstrução. E, também, por óbvio, procurar ajudar aquelas que infelizmente sofrem com opressões dentro deste ambiente que, ao mesmo tempo que é bom, é muito tóxico.

JP3 – Qual é a importância de uma Frente Feminista que integre todos os cursos dentro de uma Universidade?

FFM – Creio que a importância de uma Frente Feminista é quase que a mesma de um DCE em uma Universidade. Por mais que cada curso tenha seu Centro Acadêmico/ seu Coletivo Feminista, quando todos se unem em um único coletivo, a força é maior e, consequentemente, os objetivos alcançados são maiores.

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JP3 – Quais são as perspectivas de ambiente, na opinião de vocês, para os próximos 05 anos de Mackenzie, levando em consideração as atuações dos coletivos atuais e a política a nível nacional.

FFM – Acredito que, tendo em vista o histórico do Mackenzie, os casos de pichações nos banheiros do Campus e a nossa atual situação política, que emana conservadorismo, serão tempos difíceis. Serão tempos em que não sabemos se teremos a mesma “paz” que temos hoje ao adentrar o curso. Por isso, far-se-à necessária a existência de coletivos como a Frente Feminista, o Coletivo Afromack, o Coletivo LGBT, dentre outros, que lutarão de frente contra essa onda de conservadorismo, caos e terror que vem se instalando em nossa sociedade.

JP3 – Qual a forma de ingressar no Coletivo?

FFM – Basta ser mulher, estudante do Mackenzie e ir no inbox da página da frente e pedir para participar (clique aqui para acessar).

 

Série “Coletivos”:

Leia também a entrevista com o Coletivo Afromack (aqui), o Coletivo LGBT (aqui) e o Coletivo Feminista Leolinda Dalva.